FRANCISCO J. C. DANTAS


Francisco J. C. Dantas é de origem rural; nasceu no engenho do avô em Riachão do Dantas e só entrou na Universidade aos 30 anos, quando já era casado e pai de uma menina.

É arredio e reservado. Escritor do seu chão, sempre conviveu indiscriminadamente com bichos e livros. Autodidata, foi menino de bagaceira, diretor de escola, cavaleiro de pastos solitários, tabelião, foleador de formiga pelas madrugadas, caçador de alguns viventes noturnos e diurnos - fotógrafo. Montou laboratório apenas para reter a memória dos tempos que findavam; daí que tentasse evitar que amarelassem, agarrando-os na palavra. É árvore de raiz funda e só deixou o Sergipe para mestrado e doutoramento; de uma feita voltou com tese sobre Osman Lins e, de outra, sobre Eça de Queiroz. É professor na Universidade mas peleja mais com animais que com gente; na roça tem criatório de bichos miúdos e graúdos, para os quais ouvido e faro são sempre apurados. Tem publicado contos e ensaios em revistas especializadas.

Lançou ainda dois romances pela Companhia das Letras, "Cartilha do Silêncio" (1997) e "Os Desvalidos" (1993).

Recebeu em 2000 o Prêmio Internacional União Latina de Literaturas Românicas.

COIVARA DA MEMÓRIA