Charles Darwin (1809-1882), naturalista, geólogo e biólogo, revolucionou a ciência, a filosofia, a religião e mesmo a política ao propor uma teoria da evolução pela seleção natural. Com "A origem das espécies" (1859), ele estabeleceu a ideia de uma continuidade entre o homem e o animal, inscrevendo todas as espécies no tempo de uma história contingente, sem uma ordem geral e sem um progresso determinado.

Enquanto teoria geral da biologia, a teoria da seleção natural definiu novos programas de pesquisa, em particular sobre a hereditariedade. Enquanto novo esquema explicativo, ela foi empregada sempre que se precisou dar conta de estruturas “finalísticas” (linguística, economia, epistemologia etc.) sem fazer intervir a intencionalidade. Enquanto nova perspectiva sobre a origem do homem, ela serviu de justificação ao materialismo, ao liberalismo e ao eugenismo. Em que condições e por qual operação intelectual constituiu-se essa teoria? Em que medida foi realmente inovadora e como ela acabou por se impor? Charles Lenay procura, neste livro, responder a essas questões, esclarecendo o sentido do “acaso” que opera no princípio de seleção natural e suas implicações para a ideia – de importantes consequências teóricas e morais – de um progresso na evolução.


Livro
Formato 23x16x4cm
ISBN 978-85-7448-087-9
Páginas 192
Sobre o autor (a) Charles Lenay é professor de história e filosofia da ciência na Universidade de Tecnologia de Compiègne. Escreveu L’évolution: entrelabactérie et l’homme (1992) e organizou as antologias Lesthéories de l’évolution e La découvertedes lois de l’hérédité.
Tradutor José Oscar de Almeida Marques

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