Participando ativamente da vida política, após anos de exílio, em notável reviravolta, no final da vida tornou-se poeta nacional da França. Estilisticamente, insere-se no romantismo, mas um romantismo social priorizando os sentimentos de fraternidade, justiça e redenção do homem. Notre-Dame de Paris é um inequívoco exemplo do poder da imaginação, da eficaz utilização de mitos medievais e da construção de uma obra que soube cair nas graças do público. Unindo história, aspectos grotescos, trama passional, a obra atinge patamares de excelência literária que deixam antever o Victor Hugo de obras tardias como Os miseráveis e O homem que ri. Importante destacar a discussão ensejada pelo autor sobre os valores de defesa do patrimônio urbanístico e arquitetônico, a começar pelo resgate da produção cultural da Idade Média. Victor Hugo nos apresenta uma Paris repleta de figuras ímpares, a começar pelo incontornável Quasímodo, que se tornaria uma das figuras mais conhecidas do legado literário universal. Também somos confrontados com uma série de locais singulares que a verve descritiva de Hugo faz compor um rico painel da metrópole francesa no século XV. A TRAMA Em Paris, em 1482, um poeta inseguro e galanteador de nome Gringoire se perde na babélica e mal-afamada Corte dos Milagres. Uma jovem e atraente cigana, La Esmeralda, o salva, para logo depois virar cobiça de um arquidiácono decadente e doentio (Claude Frollo), que encarrega o batedor de sinos da catedral parisiense, o miserável e repulsivo corcunda Quasímodo, de raptá-la. Ela é libertada por um bem-apessoado oficial (Phoebus), por quem se perde de paixão. Quasímodo é torturado por sua tentativa de sequestro, mas a própria jovem não o condena. O arquidiácono tenta liquidar o oficial, mas consegue que inculpem a cigana, que por sua vez é colocada no pelourinho para confessar. Quasímodo consegue libertá-la e levá-la para a Notre-Dame, onde deveria estar a salvo, mas o submundo parisiense em peso ataca a catedral para livrá-la do horrível corcunda, que organiza heroica resistência.


Livro
Autor Victor Hugo
Páginas 584
Tradutor Ana Maria de Alencar e Marcelo Diniz

Escreva um comentário

Você deve acessar ou cadastrar-se para comentar.