KIT ESPECIAL KAWABATA 2
R$150,00
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ISBN: 978-85-0000-002-2
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Na compra desse kit contendo 5 livros de Yasunari Kawabata, o título MIL TSURUS sai de graça.

O Kit Especial Kawabata 2 contém os livros:


Contos da palma da mão

ISBN: 978-85-744-8137-1
A narrativa curta — ou mesmo brevíssima — de Yasunari Kawabata já se consolidou como um clássico do gênero. O autor atinge nestes Contos da palma da mão um grau de virtuosismo por muitos aclamado. Para isso, ele amplia com precisão microscópica o tradicional pendor japonês por pureza e delicadeza.
Sobressai, na confluência de forma e conteúdo, um despojamento minimalista que deixa nus e crus sentimentos e sensações, convergindo ora para toques de surrealismo, ora para leituras do subconsciente à maneira psicanalítica, características do movimento shinkankakuha ou neo-sensorialismo, de que o autor fazia parte. Entre muitos outros temas, especialmente prazerosos são os que põem em cena o bairro de Asakusa em Tóquio, com seu amálgama de teatros, cabarés musicais (com grande presença tanto do jazz quanto de formas teatrais japonesas clássicas) e casas de deleites carnais. A tradutora Meiko Shimon, que se especializou na obra do autor e se dedicou longamente ao estudo destes contos, manteve aqui uma criteriosa fidelidade ao mestre japonês. Quando necessário, foram inseridas notas, que um glossário complementa.  A atual seleção abrange 122 contos, que Kawabata considerava, nos seus anos tardios, seus “contos que cabem na palma da mão”, e dos quais dizia com a candura que era de seu feitio: “ [...] Vive neles o espírito poético de meus dias jovens.” 


Dançarina de Izu, A

ISBN: 978-85-7448-141-8
A dançarina de Izu, lançado originalmente em 1926, é uma novela baseada em anotações autobiográficas e tem como temas o amor impossível, a solidão e a sexualidade velada, recorrentes na extensa e brilhante obra de Yasunari Kawabata, escritor japonês ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1968.
Neste livro, primeira obra de destaque do autor, um jovem de dezenove anos, da elite japonesa, viaja até a península de Izu, região que fica a oeste da capital Tóquio, e lá trava contato com artistas viajantes, com quem faz amizade, e se encanta com uma artista da trupe: a pequena dançarina Kaoru, de treze anos. A viagem tem início nas termas de Shuzenji, seguindo depois para as de Yugashima. Cruzando as cidades de Oginori e Nashimoto, o estudante chega a uma hospedaria em Yugano. Em companhia dos saltimbancos, na melhor tradição nômade japonesa, segue ao longo do rio Kawazu. Passam a noite na hospedaria Koshuya e finalmente chegam até Shimoda.
Em cada ponto percorrido há uma modulação diferente, e percepções, por parte do jovem estudante, de coisas que tornam a vida maior e mais intensa. Kawabata queria ser pintor e talvez por isso seus cenários sejam meticulosamente descritos e possuam cores inesquecíveis. Como um pintor, cria o fundo e insere nele os personagens que darão intensidade ao conjunto.
Nesta novela, a viagem do estudante, a sexualidade guardada e sua solidão são marcas que sobressaem. A figura do outro (como a do personagem Eikichi, com quem o jovem troca experiências) é de extrema importância. Em muitas passagens do livro, o protagonista se emociona com situações alheias, e estas são necessárias para a apreensão do mundo que o cerca. A dançarina de Izu é um livro muito lido até hoje no Japão. Teve várias versões cinematográficas, sendo a primeira de 1933, sob a direção de Heinosuke Gosho.
Este volume também traz um competente estudo feito pela professora Meiko Shimon, especialista na obra de Kawabata, que traça um panorama crítico da trajetória do autor, tocando em pontos centrais de sua vida e escrita, além de se debruçar sobre algumas de suas importantes obras, como Kyoto ou Contos da palma da mão.


Gangue escarlate de Asakusa, A

ISBN: 978-85-7448-226-2
Décimo título do escritor Prêmio Nobel Yasunari Kawabata traduzido pela Estação Liberdade, A Gangue Escarlate de Asakusa é uma das raras narrativas urbanas do autor, publicada de forma episódica num jornal de Tóquio entre 1929 e 1930. Asakusa, evocado no título, refere-se ao distrito que, por muito tempo, representou o pólo de entretenimento e vida boêmia mais famoso da capital japonesa. O livro refaz a história da derrocada do bairro, cujos personagens são indigentes, jovens delinquentes, prostitutas infantis e outras dessas figuras próprias das grandes capitais. A gangue em questão é formada por jovens que vivem, e sobrevivem, em Asakusa, e que se ajudam mutuamente em pequenos delitos, oportunizados pela “máscara digna” que vestem, como a de artistas de algum tipo de espetáculo de revista, de guias turísticos e afins. É por meio das andanças da líder Yumiko e de seus comparsas que descobrimos as agruras de suas vidas pessoais e os sonhos que, muitas vezes, a dificuldade pela sobrevivência os faz reprimir. Kawabata evoca aqui experiências biográficas, uma vez que morou no bairro quando era estudante, tendo percorrido as casas de espetáculos, conversado com as dançarinas, os sem-teto e os tipos que davam cor e sabor a Asakusa. É justamente por esse contato direto de Kawabata com a vida real e vibrante das ruelas do bairro que faz com que A Gangue Escarlate de Asakusa se insinue como um relato factual, quase jornalístico, embora o próprio autor trate de asseverar, logo nas primeiras linhas, tratar-se de uma recriação fictícia. A profusão de personagens, o ritmo alucinante e a forma fragmentária do texto – possíveis influências do modernismo europeu – são marcas que, na produção kawabatana futura, praticamente desaparecerão. Trata-se, portanto, de um registro raro da art in progress desse escritor prolífico, conhecido pelo esmero com que costura suas tramas, característica aqui também evidenciada. A edição traz ainda ilustrações de Ota Saburo, da edição original japonesa.


Lago, O

ISBN: 978-85-7448-182-1
 Com a prosa sensível que o consagrou, Kawabata mergulha na profundidade da alma humana e pesca o que há ali de sórdido e contraditório. Traduzido diretamente do japonês, O lago conta a história do professor Ginpei e sua obsessão por seguir as mulheres bonitas com que se depara nas ruas. Ele crê que, se não o fizesse, esses encontros fortuitos não passariam de episódios efêmeros. Será isso, no entanto, o que move o personagem? Ginpei tem um problema muito particular com seu corpo: seria esse outro fator inconsciente de sua eterna procura por beleza?
Enquanto o protagonista caminha angustiado atrás de uma aluna desafiadora ou de uma beldade que passeia lépida com seu cão, ou até quando, no encalço da amante de um velho rico, é golpeado com uma bolsa cheia de dinheiro, Kawabata apresenta também os inusitados sentimentos das vítimas de Ginpei, tornando a narrativa muitas vezes perturbadora. Essa obsessão, levada às últimas consequências, conduz o personagem de volta a traumas remotos. O passado retorna, por vezes de forma alucinatória, e não permite trégua a sua mente confusa.
Movido por sentimentos de culpa e desejo, Ginpei é bem diferente dos outros personagens do Prêmio Nobel de 1968: o viés contemplativo se subverte em uma natureza épica e doentia. Errante e insólito, ele se esvai em delírios dostoievskianos enquanto se torna cada vez mais excluído socialmente. Torna-se o anti-herói na contramão de um Japão em plena recuperação pós-guerra e na euforia do milagre econômico que se anunciava.


Mil Tsurus

ISBN: 978-85-744-8115-9
Kikuji Mitani é um jovem que, durante uma cerimônia do chá, reencontra duas antigas amantes de seu falecido pai, Chikako Kurimoto e a viúva Ota, e de repente se vê profundamente envolvido com elas. Enquanto Chikako tenta arranjar um casamento para Kikuji, este inicia um inesperado romance com a senhora Ota, que por sua vez tem uma filha chamada Fumiko, de quem Kikuji também irá se aproximar. Mas há ainda Yukiko, a delicada jovem pretendente a se casar com Kikuji, personagem que representa serenidade num ambiente repleto de ressentimentos e intrigas. Não é por acaso que a moça é descrita usando um lenço de seda ilustrado com tsurus, ave que simboliza nobreza e felicidade na tradição japonesa.
Nessa história em que o passado, através da figura do pai do protagonista, desperta sentimentos em conflito, Kawabata demonstra, mais uma vez, seu profundo conhecimento da antiga cultura de seu país e enaltece a importância da arte oriental, representada nas cerâmicas seculares do ritual do chá e nas alegorias singelas dos elementos tradicionais de seu país. Ao mesmo tempo em que discorre sobre a permanência da arte no decorrer dos séculos, sobrevivendo a gerações, o autor nos mostra o lado efêmero da vida e das relações humanas. 
Publicado originalmente em capítulos por revistas japonesas, este romance foi escrito entre os anos de 1949 e 1951, período de reconstrução de um Japão devastado pela Segunda Guerra. Nesse contexto em que a sociedade japonesa se reestruturava e também se abria para o Ocidente, Kawabata resgata valores tradicionais de seu país, fazendo da cerimônia do chá o pano de fundo para a história de Mil tsurus.


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