Restif de La Bretonne, o espectador noturno, testemunha ocular da Revolução Francesa, movimenta sua “câmera”, fazendo desfilar diante de nossos olhos desde os fatos que precederam a tomada da bastilha até o fim da Monarquia. Sua ótica é a do cidadão comum. Representando a comoção popular, Restif de La Bretonne, ao intercalar à crônica revolucionária a autobiografia e o registro romanesco, traça um painel extremamente vivo dos acontecimentos cotidianos das ruas de Paris. Por vezes não é um historiador da Revolução e sim um homem da Revolução pelo seu desejo de refazer completamente o mundo, de recriar um novo universo.