“Poucos espíritos são suficientemente livres para aceitar que uma nova religião (...) foi fundada na França durante o Terror: a do Ser Supremo. Seu desejo de morte, seu mau gosto, sua mania do espetáculo, seu cômico involuntário, seu moralismo exacerbado, suas práticas mascaradas, seu clero sonâmbulo dos dois sexos, seus rituais mercantilistas corruptores, seus crimes mecânicos, tiveram até hoje um único analista informado e lúcido: o marquês de Sade. Eis a prova.” (Ph. Sollers, no texto de orelha)