É no cotidiano abalado pela ocupação alemã da Polônia que Szczypiorski busca o retrato da humanidade no século XX. O gueto judeu de Varsóvia resiste, com seus personagens marcantes, como o rebelde Pawełek Krynski, alter-ego do autor, produto do país onde convivem poloneses, judeus, alemães e outros; e o velho ferroviário socialista Filipek, que se engaja numa aliança peculiar com o alemão Müller — e toda uma rede de vizinhança — para salvar dos porões da Gestapo a bela senhora Seidenman, que enfrenta, determinada e desafiadora, seu verdugo nazista.