Isaac Newton (1642-1717), matemático, físico, teólogo, historiador, alquimista, político e alto funcionário do Estado, está na origem de uma revolução cultural cujos efeitos ainda se fazem sentir: o autor dos Principia Mathematica (1687) propiciou à ciência sua plena expansão – tal como concebida pelos Modernos – ao matematizar o mundo, explicando-o sem recorrer à estrutura última do cosmos ou ao plano de Deus para o universo.
A partir de Newton, a ciência deixa para a metafísica e para a religião a preocupação de descobrir a origem dos fenômenos físicos e toma como tarefa o estabelecimento, cada vez mais rigoroso, das leis que governam esses fenômenos – origem do sucesso planetário da ciência, uma vez transmitida para a técnica.
Em Newton, Marco Panza procura reconstruir os pontos mais relevantes da obra desse grandioso sábio, associada ao nascimento da astronomia moderna, à explicação do movimento dos planetas (com a hipótese de uma força gravitacional que atrai esses planetas em direção ao Sol, assim como uns em direção aos outros), à teoria do movimento (mecânica) que está na sua base, à uma nova concepção da estrutura da luz e a grandes resultados matemáticos (entre outros, a invenção do cálculo infinitesimal).
Igualmente, evocamos sua teologia, sua atividade política e administrativa, seu interesse por história e por alquimia. Por meio da vida e da obra deste grande pensador, o volume ajuda a investigar a própria racionalidade da sociedade moderna.