KIT ESPECIAL KAWABATA 1
R$150,00
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Product Code: 978-85-0000-001-1
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Na compra desse kit contendo 5 livros de Yasunari Kawabata, o título KYOTO sai de graça.

Kit Especial Kawabata 1 contém os livros:


Casa das belas adormecidas, A

ISBN: 978-85-744-8098-5
Imbuída de um erotismo inusitado, esta obra, escrita em 1961, demonstra a maturidade estilística do autor, que se utiliza de sua virtuose descritiva para contar a história de Eguchi, um senhor de 67 anos que frequenta a “casa das belas adormecidas”, uma espécie de bordel onde moças encontram-se em sono profundo, sob efeito de narcóticos. Apesar da idade avançada, o protagonista parte em busca dos prazeres perdidos e se depara com moças virgens, que os visitantes podem tocar, mas são proibidos de corromper. Daí derivam passagens antológicas de rememorações pessoais e fantasia. Kawabata procura desvendar o enigmático universo do corpo feminino em um culto ao belo e ao inalcançável, investigando as dores da solidão a partir da sutileza de um erotismo expressivo, constantemente atravessado por passagens de fina ironia e perturbadora consciência da passagem do tempo, do vazio existencial que permeia as relações humanas.

Kyoto

ISBN: 978-85-7448-116-6
Rico em descrições da cidade que foi a capital do Japão por cerca de mil anos (794-1868), Kyoto, de 1962, foi uma das últimas obras finalizadas pelo autor antes de sua morte dez anos mais tarde. Ambientado no período pós-guerra, o livro narra a trajetória de Chieko, filha adotiva de um comerciante de quimonos, Takichiro, e sua esposa, Shige. Chieko é uma jovem que trabalha na loja da família e a vê em processo de falência, assim como vários outros pontos comerciais da antiga capital japonesa, em razão de mudanças nos valores culturais, agora fortemente influenciados pelo Ocidente. Durante um passeio pela aldeia de Kitayama, região montanhosa na periferia de Kyoto onde são cultivados cedros, Chieko acidentalmente conhece sua irmã gêmea, Naeko. Separadas ainda quando bebês, criadas em ambientes hierarquicamente distantes entre si, as irmãs agora tentam se aproximar, e se deparam com a inevitabilidade do destino, o afloramento da sexualidade e o surpreendente curso do acaso. Kawabata desenvolveu uma extensa e profunda pesquisa para mergulhar na cultura, nos costumes e no dialeto da cidade mais tradicional do Japão, revelando na obra aspectos da região de Kyoto desconhecidos mesmo de japoneses, provenientes de localidades distantes, como o próprio autor, nascido em Osaka. As líricas descrições de Kawabata sobre a cidade, sua mescla de antigas e modernas construções, suas datas festivas e belezas naturais, inspiraram duas versões para o cinema, uma do diretor Noboru Nakamura, indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 1964, e outra de Kon Ichikawa, de 1980.

Mestre de Go, O

ISBN: 978-85-7448-204-0
 De 26 de junho a 4 de dezembro de 1938, os leitores do prestigioso diárioTokyo Nichi-nichi Shinbun (hoje Mainichi Shinbun) acompanharam o relato aficionado de uma histórica partida de go, jogo japonês de estratégia em que dois adversários tentam encurralar o outro invadindo e controlando seu território no tabuleiro.
O “invencível” mestre Shusai e Minoru Kitani (aqui portando o nome de Otake), protagonistas da última partida profissional do grande mestre, jogaram por quase seis meses. A morte do grande mestre em 1940 motivou Yasunari Kawabata a transformar suas 64 reportagens em obra literária plena, terminada apenas em 1954.
Apesar das regras simples, o go é um jogo de desenvolvimento extremamente complexo e repleto de sutilezas, sempre exploradas pelos adversários. O que fascinou Kawabata foi o grande choque psicológico e a estrutura emocional dos jogadores num torneio infindável, fazendo deste relato muito mais do que a crônica de uma partida monumental.
O mestre de go é reconhecido por Kawabata como uma de suas obras mais autênticas, e entendimento das regras do jogo sequer é necessário para apreciar o livro. O embate está igualmente nos gestos e expressões do adversário, nas regras rígidas estabelecidas nos mínimos detalhes, nas tensões dos bastidores, e até mesmo no papel desempenhado por um fio de sobrancelha. Nesse sentido, a partida permite várias leituras, inclusive aquela que coloca em jogo a oposição entre o Japão imperial tradicional e o modernizante.
O “invencível” mestre Shusai e Minoru Kitani (aqui portando o nome de Otake), protagonistas da última partida profissional do grande mestre, jogaram por quase seis meses. A morte do grande mestre em 1940 motivou Yasunari Kawabata a transformar suas 64 reportagens em obra literária plena, terminada apenas em 1954.
Apesar das regras simples, o go é um jogo de desenvolvimento extremamente complexo e repleto de sutilezas, sempre exploradas pelos adversários. O que fascinou Kawabata foi o grande choque psicológico e a estrutura emocional dos jogadores num torneio infindável, fazendo deste relato muito mais do que a crônica de uma partida monumental.
O mestre de go é reconhecido por Kawabata como uma de suas obras mais autênticas, e entendimento das regras do jogo sequer é necessário para apreciar o livro. O embate está igualmente nos gestos e expressões do adversário, nas regras rígidas estabelecidas nos mínimos detalhes, nas tensões dos bastidores, e até mesmo no papel desempenhado por um fio de sobrancelha. Nesse sentido, a partida permite várias leituras, inclusive aquela que coloca em jogo a oposição entre o Japão imperial tradicional e o modernizante.

Som da montanha, O

ISBN: 978-85-7448-157-9
 A cada dia, Shingo Ogata trava novos confrontos com a memória que desvanece. Preocupado com a decadência moral de seus descendentes, divide-se entre a difícil função de chefe de família e o clamor da beleza que o traga a todo instante para paisagens que estão além de seu convívio com os homens.
Ao lado de O país das neves (Estação Liberdade, 2004) e Mil tsurus (Estação Liberdade, 2006), O som da montanha forma a chamada “trilogia dos sentimentos humanos”, citada pela Academia Sueca na ocasião da entrega do prêmio Nobel de Literatura a Kawabata. A presente obra constitui um exercício estilístico de rara felicidade: resultado da busca de vida inteira pela depuração total da arte romanesca, a simplicidade do narrar aqui se apresenta plena, suave, homogênea.
Kawabata maneja com habilidade seus personagens em meio ao delicado tecido dramático. Com a sutileza que lhe é peculiar, faz brotarem da narrativa os demônios pessoais que a rigidez da família japonesa não é capaz de conter em uma era de incertezas, abalada pela crise de identidade que sobreveio à Segunda Guerra Mundial. Shingo Ogata, representante de uma geração que se despede, luta para fazer valer sua autoridade e a sabedoria da tradição, mas é incessantemente capturado por flores, cantos de pássaros, e mais amiúde pela beleza e delicadeza da jovem nora, Kikuko. Apresentando os primeiros laivos de senilidade, Ogata já não está totalmente presente. Sua existência lírica anuvia sua vida prática.
Mais uma obra magistral do Prêmio Nobel Yasunari Kawabata: em O som da montanha
 dançam, de mãos dadas a uma observação arguta da moderna sociedade japonesa, reflexões sobre vida e morte (em especial sobre a possibilidade do suicídio, ao qual se entregaria o próprio autor em 1972), momentos de profundo lirismo contemplativo e a beleza suave do erotismo na velhice. Aos fundos da casa, a vista para a montanha, cujas mensagens Shingo Ogata vai aos poucos se tornando capaz de decifrar.
Ao lado de O país das neves (Estação Liberdade, 2004) e Mil tsurus (Estação Liberdade, 2006), O som da montanha forma a chamada “trilogia dos sentimentos humanos”, citada pela Academia Sueca na ocasião da entrega do prêmio Nobel de Literatura a Kawabata. A presente obra constitui um exercício estilístico de rara felicidade: resultado da busca de vida inteira pela depuração total da arte romanesca, a simplicidade do narrar aqui se apresenta plena, suave, homogênea.
Kawabata maneja com habilidade seus personagens em meio ao delicado tecido dramático. Com a sutileza que lhe é peculiar, faz brotarem da narrativa os demônios pessoais que a rigidez da família japonesa não é capaz de conter em uma era de incertezas, abalada pela crise de identidade que sobreveio à Segunda Guerra Mundial. Shingo Ogata, representante de uma geração que se despede, luta para fazer valer sua autoridade e a sabedoria da tradição, mas é incessantemente capturado por flores, cantos de pássaros, e mais amiúde pela beleza e delicadeza da jovem nora, Kikuko. Apresentando os primeiros laivos de senilidade, Ogata já não está totalmente presente. Sua existência lírica anuvia sua vida prática.
Mais uma obra magistral do Prêmio Nobel Yasunari Kawabata: em O som da montanha dançam, de mãos dadas a uma observação arguta da moderna sociedade japonesa, reflexões sobre vida e morte (em especial sobre a possibilidade do suicídio, ao qual se entregaria o próprio autor em 1972), momentos de profundo lirismo contemplativo e a beleza suave do erotismo na velhice. Aos fundos da casa, a vista para a montanha, cujas mensagens Shingo Ogata vai aos poucos se tornando capaz de decifrar.
Ao lado de O país das neves (Estação Liberdade, 2004) e Mil tsurus (Estação Liberdade, 2006), O som da montanha forma a chamada “trilogia dos sentimentos humanos”, citada pela Academia Sueca na ocasião da entrega do prêmio Nobel de Literatura a Kawabata. A presente obra constitui um exercício estilístico de rara felicidade: resultado da busca de vida inteira pela depuração total da arte romanesca, a simplicidade do narrar aqui se apresenta plena, suave, homogênea.
Mais uma obra magistral do Prêmio Nobel Yasunari Kawabata: em O som da montanha dançam, de mãos dadas a uma observação arguta da moderna sociedade japonesa, reflexões sobre vida e morte (em especial sobre a possibilidade do suicídio, ao qual se entregaria o próprio autor em 1972), momentos de profundo lirismo contemplativo e a beleza suave do erotismo na velhice. Aos fundos da casa, a vista para a montanha, cujas mensagens Shingo Ogata vai aos poucos se tornando capaz de decifrar.
Kawabata maneja com habilidade seus personagens em meio ao delicado tecido dramático. Com a sutileza que lhe é peculiar, faz brotarem da narrativa os demônios pessoais que a rigidez da família japonesa não é capaz de conter em uma era de incertezas, abalada pela crise de identidade que sobreveio à Segunda Guerra Mundial. Shingo Ogata, representante de uma geração que se despede, luta para fazer valer sua autoridade e a sabedoria da tradição, mas é incessantemente capturado por flores, cantos de pássaros, e mais amiúde pela beleza e delicadeza da jovem nora, Kikuko. Apresentando os primeiros laivos de senilidade, Ogata já não está totalmente presente. Sua existência lírica anuvia sua vida prática.

País das neves, O

ISBN: 978-85-7448-097-8
A primeira versão desta obra foi publicada originalmente em 1937, mas foi apenas dez anos depois, já influenciado pelos acontecimentos da Segunda Guerra, que o escritor japonês laureado com o Prêmio Nobel de Literatura em 1968 terminou a versão final deste romance sobre o amor espontâneo e sem nenhuma esperança de retribuição. Neste livro, de grande repercussão no Japão e no exterior (inclusive com adaptações para o cinema), Kawabata expõe a densidade e as contradições das relações humanas por meio do encontro entre Shimamura, um culto senhor de posses, Komako, uma gueixa das montanhas, e Yoko, uma bela jovem provinciana, trazendo ao leitor um texto comovente e lírico ao extremo. Em vez de provocantes paixões, o desperdício do amor e o sacrifício pessoal dos personagens conduzem-nos a uma atmosfera gélida, com pinceladas de forte afetividade, em que o branco da neve e o frio penetrante contribuem para dar o tom melancólico da narrativa. Não à toa: a estação termal de Yusawa, que o escritor visitou pela primeira vez em 1934, serviu de inspiração para a criação do cenário onde se passa a história.