ANÍBAL, SOB AS MURALHAS DE ROMA
Patrick Girard

Tradução de Guilherme João de Freitas Teixeira
344 p. | 14 x 21 cm
ISBN: 85-7448-038-X
R$ 44,00

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Este segundo volume da Trilogia de Cartago apresenta o destino de Aníbal, exímio estrategista e um dos maiores chefes militares da História. Protagonista de façanhas hercúleas como a travessia dos Pireneus e dos Alpes com seu imenso exército e elefantes, colheu vitórias inapeláveis que semearam o pânico em toda a península italiana e desembocaram no sítio à própria Roma.

Acompanhamos ainda o uso das fantásticas máquinas militares de Arquimedes na defesa de Siracusa, a aflitiva indecisão frente à tomada da metrópole romana, as delícias devassas em Cápua, o atolamento das tropas numa infindável epopéia longe de casa, as intrigas de palácio de seus opositores em Cartago, as duras batalhas contra Cipião, o Africano, e o longo exílio às margens do mar Negro.

Fiel ao juramento de vingança feito a seu pai Amílcar, Aníbal decide realizar uma audaciosa ofensiva contra os romanos. Assim, em 218 a.C., parte de Nova Cartago, na Ibéria púnica, comandando um exército heterogêneo de 100 mil homens, composto de soldados cartagineses, cavaleiros númidas, mercenários gauleses e iberos.

Após desferir golpes esmagadores em diversas legiões romanas (vitórias de Trébia, do lago Trasimeno e de Cannae), desiste, apesar do veemente apelo de seus segundos, da tentativa de tomar Roma, num dos mais inexplicáveis episódios da História - em vez de invadir a cidade, durante um bom tempo sitiada, ele a contorna, partindo em direção ao sul. Ali, suas tropas param as marchas e caem numa vida ociosa e devassa em Cápua. Chamado de volta para o norte da África após uma infindável permanência na Itália, Aníbal é forçado a combater as tropas invasoras do brilhante general romano Cipião. Entre estes dois homens, que se respeitam e se admiram, a luta será implacável. Esta nova guerra púnica sangra o Mediterrâneo durante dezessete anos. Aníbal finalmente é derrotado em terra e no mar e, depois, se refugia nas margens do mar Negro, onde exerce seus dotes de construtor de cidades para os reis locais, como o selêucida Antíoco II e Prúsias, da Bitínia. Uma série de traições permitem aos romanos acuá-lo no aparentemente inexpugnável palácio que ele mesmo construiu.

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