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CANTOR Jean-Pierre Belna Coleção Figuras do Saber |
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A obra
O volume 25 da coleção “Figuras do Saber”, Cantor, de Jean-Pierre Belna, aborda a obra de Georg Cantor (1845-1918), estudioso que criou o conceito transfinito e a teoria dos conjuntos, que foram responsáveis por uma revolução em toda a história da matemática em um período de apenas trinta anos, entre 1870 e 1900, e fundamental até a atualidade.
A vida atormentada do pensador, que sofreu até sua morte com problemas mentais, e as polêmicas e enfrentamentos que seus posicionamentos suscitaram também são esmiuçados para que o leitor tenha acesso a dados fundamentais do contexto no qual cada contribuição de Cantor foi desenvolvida, além de seu impacto.
A renovação da matemática proporcionada por Cantor vai de Bolzano e Weierstrass a Hilbert e Gödel, mas não se limita a essa disciplina. Ela aborda questões teológicas abertas desde a Idade Média e se inscreve na grande tradição da filosofia ocidental, que vai de Platão e Aristóteles a Pascal, Spinoza e Leibniz.
O autor, Jean-Pierre Belna, é mestre em matemática e doutor em filosofia. Professor de matemática,ensina epistemologia a estudantes de engenharia. É autor de La Notion de nombre chez Dedekind, Cantor, Frege (1996), Histoire de la théorie des ensembles (2009). Contribuiu também com a tradução para o francês dos escritos póstumos de Frege.
Trechos
“Em resumo, Cantor descobriu um novo mundo no qual tudo ficou de ponta cabeça; sob sua influência, em trinta anos, de 1870 a 1900, a matemática mudou radicalmente de aspecto. Em relação a Cantor, existe um antes e um depois; além disso, a ciência atual traz ainda em seu bojo os vestígios, diretos ou indiretos, dessa revolução.” (p. 18)
“Todos os aprofundamentos de Cantor sobre a teoria dos conjuntos, incluindo os textos elaborados desde 1883, encontravam-se, finalmente, reunidos e organizados nas melhores condições. Cantor não se preocupou, de modo algum, com a reação de seus inimigos. Seu objetivo não é mais o de convencer os teólogos ou os matemáticos conservadores, mas o de suscitar o interesse de uma nova geração de pesquisadores ao apresentar-lhes o resultado de um esforço despendido durante mais de vinte anos.” (p. 45)
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Sobre Cantor “Cantor é uma das figuras mais imaginativas e controversas da história da matemática.” “Ninguém poderá nos expulsar do paraíso que Cantor criou.” “A obra de Cantor levantou novas e profundas questões sobre o infinito e foi a responsável pelos fundamentos da corrente matemática na qual se inserem intelectuais como Hilbert, Poincaré, Hausdorff, Brouwer, Weyl e von Neumann.” |