CANTOR
Jean-Pierre Belna

Coleção Figuras do Saber
Tradução de Guilherme J. F. Teixeira
280 p. | 14 x 21 cm
ISBN: 978-85-7448-
199-9
R$ 43,
40

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A obra

O volume 25 da coleção “Figuras do Saber”, Cantor, de Jean-Pierre Belna, aborda a obra de Georg Cantor (1845-1918), estudioso que criou o conceito transfinito e a teoria dos conjuntos, que foram responsáveis por uma revolução em toda a história da matemática em um período de apenas trinta anos, entre 1870 e 1900, e fundamental até a atualidade.
A vida atormentada do pensador, que sofreu até sua morte com problemas mentais, e as polêmicas e enfrentamentos que seus posicionamentos suscitaram também são esmiuçados para que o leitor tenha acesso a dados fundamentais do contexto no qual cada contribuição de Cantor foi desenvolvida, além de seu impacto. 
A renovação da matemática proporcionada por Cantor vai de Bolzano e Weierstrass a Hilbert e Gödel, mas não se limita a essa disciplina. Ela aborda questões teológicas abertas desde a Idade Média e se inscreve na grande tradição da filosofia ocidental, que vai de Platão e Aristóteles a Pascal, Spinoza e Leibniz.

O autor, Jean-Pierre Belna, é mestre em matemática e doutor em filosofia. Professor de matemática,ensina epistemologia a estudantes de engenharia. É autor de La Notion de nombre chez Dedekind, Cantor, Frege (1996), Histoire de la théorie des ensembles (2009). Contribuiu também com a tradução para o francês dos escritos póstumos de Frege.

Trechos
Em resumo, Cantor descobriu um novo mundo no qual tudo ficou de ponta cabeça; sob sua influência, em trinta anos, de 1870 a 1900, a matemática mudou radicalmente de aspecto. Em relação a Cantor, existe um antes e um depois; além disso, a ciência atual traz ainda em seu bojo os vestígios, diretos ou indiretos, dessa revolução.” (p. 18)

“Todos os aprofundamentos de Cantor sobre a teoria dos conjuntos, incluindo os textos elaborados desde 1883, encontravam-se, finalmente, reunidos e organizados nas melhores condições. Cantor não se preocupou, de modo algum, com a reação de seus inimigos. Seu objetivo não é mais o de convencer os teólogos ou os matemáticos conservadores, mas o de suscitar o interesse de uma nova geração de pesquisadores ao apresentar-lhes o resultado de um esforço despendido durante mais de vinte anos.” (p. 45)

 

Sobre Cantor

“Cantor é uma das figuras mais imaginativas e controversas da história da matemática.”
Joseph Warren Dauben

“Ninguém poderá nos expulsar do paraíso que Cantor criou.”
 David Hilbert

“A obra de Cantor levantou novas e profundas questões sobre o infinito e foi a responsável pelos fundamentos da corrente matemática na qual se inserem intelectuais como Hilbert, Poincaré, Hausdorff, Brouwer, Weyl e von Neumann.”
William Bragg Ewald