![]() |
IMAGENS DA FOTOGRAFIA
BRASILEIRA II Prefácio de Humberto Werneck |
Compre aqui com nossos parceiros |
| Livraria Cultura | ||
| Submarino | ||
| Saraiva | ||
| Siciliano | ||
| Fnac | ||
Este volume contém depoimentos e fotos dos fotógrafos Manuel da Costa, Ella Dürst, Pedro Karp Vasquez, Rosa Gauditano, Eduardo Simões, Arnaldo Pappalardo, Luis Humberto, Claudia Andujar, Paula Sampaio, Miguel Rio Branco, Juan Esteves, Ed Viggiani, Celso Oliveira, Tiago Santana, Eustáquio Neves, Hélio Campos Mello, Juca Martins.
O Volume 1 foi vencedor do Prêmio Jabuti 1999 na categoria Reportagem
A acolhida reservada à primeira série de depoimentos de fotógrafos e de seleção de suas fotos (Imagens da Fotografia Brasileira, Editora Estação Liberdade, 1997) nos leva a dar continuidade a este projeto que já se tornou um marco no estudo da fotografia no Brasil. Algumas linhas mestras permeiam as entrevistas e acabam sendo recorrentes: a dualidade, por vezes oposição, fotojornalismo de uma lado e fotografia artística do outro e até onde um é arte e o outro pode ser também um retrato da realidade; o peso da censura sob a ditadura; as imposições econômicas e das chefias de redação, e, embora possa parecer contraditório, o peso da palavra para a maior parte dos fotógrafos, num mundo que não deixa de ser o da imagem; a importância da foto como memória, como documento. Assistimos ainda à luta dos fotógrafos para assegurarem e defenderem o direito de se verem reconhecidos como autores de suas fotos, a interferência da luta cotidiana numa visão mais purista da fotografia, mas ao mesmo tempo uma clara percepção de uma certa "descartabilidade" do fruto de seu trabalho.
Da aprimorada estética indigenista de Claudia Andujar às cores sabiamente difusas de Ella Dürst, passando pelos lirismos tranqüilos mas nem sempre discretos de Eduardo Simões, Celso Oliveira, Tiago Santana e o retratismo social de Ed Viggiani e Paula Sampaio e Juca Martins, à poesia elaborada e cativante de Eustáquio Neves, chegamos ao fotojornalismo direto e sem gorduras de Hélio Campos Melo na melhor tradição internacional, para desembocar no festival de por vezes construtivista de formas de Juan Esteves, Luis Humberto e Arnaldo Pappalardo e Pedro Karp Vasquez e finalmente nas belas composições de um saudável ineditismo, verdadeiros ensaios dignos da melhor arte fotográfica, de Rosa Gauditano, Miguel Rio Branco, Manuel da Costa.
A autora sobre o fotografar
"Imagens são feitas por quem e para quem? Sabemos que toda e qualquer imagem é produzida para um determinado fim. E um desses fins é ser vista por alguém: o espectador. Várias podem ser suas relações com a imagem a partir de sua capacidade de percepção, seu saber, seus afetos, suas crenças e o contexto sócio-histórico no qual ele está inserido." (...)
"O surgimento da fotografia, a meu ver, teve mais importância filosófica do que científica. Ela transformou a maneira de ver e de pensar. O indivíduo só enxerga aquilo que é capaz de ver, que foi educado para ver, o nosso olho é dirigido pela dimensão sociocultural e a evolução do nosso olhar está ligada aos desejos e necessidades de um determinado momento, que nos orientam e interessam."
Sobre a obra
"(...) O que pensa o fotógrafo sobre seu trabalho. Um momento não menos mágico do que o ato de fotografar. O ato da escolha, da edição, da transformação de imagens isoladas num discurso pleno, onde se encontram a intenção e o acaso, o projeto e o objeto, a percepção e o registro.
O que inicialmente eram notícias do front, passam agora a ser parte da história. De uma história feita de detalhes, publicações de tiragens interrompidas, catálogos com edição esgotada.
Conseguimos na atual parceria registrar um resumo das idéias da fotografia brasileira, para serem lidas em tempos de paz, nos intervalos da batalha.
O resultado é um panorama das múltiplas possibilidades para a construção de uma imagem da fotografia brasileira contemporânea: diversa, aberta, rica. E em franca expansão de territórios e limites."
"O livro (o Vol. 1) converteu-se instantaneamente em referência obrigatória para quem se interessa pela fotografia neste país - e, a exemplo de outras obras bem-sucedidas, criou a necessidade de uma continuação."
(...) "Mas a repórter não se limita a recolher palavras, como um gravador impessoal, como uma câmera asséptica que disparasse automaticamente. Aqui e ali, sem a pretensão de roubar a cena, Simonetta Persichetti deixa ler também o seu pensamento afiado, as suas preo-cupações em face da arte e do ofício da fotografia, manifestadas em intervenções sempre pertinentes, capazes de alimentar o debate e a reflexão."
Alguns destaques do Volume 1 de Imagens da Fotografia Brasileira na imprensa
"Depois de quase dois anos entrevistando os maiores
fotógrafos brasileiros para o Caderno 2, a jornalista Simonetta Persichetti
apresenta um resumo de palavras e imagens que aliam a técnica de retratar
situações cotidianas à poesia de desvendar o mundo."
(O Estado de S. Paulo, Caderno 2, 02/12/97)
"...São algumas das figuras mais importantes
da atual fotografia brasileira. O clichê diria que as lentes desses homens
e dessas mulheres captam a alma - ou o âmago - do Brasil e de seu povo."
(Correio Braziliense, Caderno Dois, 08/01/98)
"Traçando um panorama da produção
contemporânea, o livros 'Imagens da Fotografia Brasileira', de Simonetta
Persichetti, (...) dá bons exemplos de como os retratos e paisagens urbanas
e rurais vêm marcando a produção nacional recente. Em todos
eles, o que podemos ver é um trabalho que atua na fronteira entre o documental
e o subjetivo, procurando contextualizar as pessoas em seu meio e vice-versa."
(Gazeta Mercantil, Cad. Fim de Semana, 12/12/97)