André GideEnfim, o
aguardado retorno da obra de André Gide às estantes brasileiras. A
Estação Liberdade torna real um projeto arquitetado há tempos de trazer
novamente à baila a obra do Prêmio Nobel 1947, conjugando reedições de
obras consagradas como Os moedeiros falsos e Os porões do Vaticano, em novas traduções, a obras inéditas no Brasil. .: OS PORÕES DO VATICANO
No início de dezembro de 2009 chegam às livrarias, além das obras citadas acima, os inéditos O pombo-torcaz e Diário dos Moedeiros falsos.
O primeiro é um perturbador relato de Gide sobre a experiência seminal
que teve com um jovem em 1907 (apelidado de “pombo-torcaz” em razão dos
sons que produzia quando fazia amor). O relato esteve guardado nos
arquivos de Gide até bem recentemente, quando Catherine, sua filha,
autorizou enfim sua publicação.
Já o Diário dos Moedeiros falsos é o diário do autor à época de gestação de sua obra fundamental, Os moedeiros falsos.
O leitor poderá conhecer ali o processo criativo gideano, desde a
concepção dos personagens e do enredo, suas hesitações e epifanias, até
reflexões mais profundas do autor sobre o fazer literário. Livro
indispensável para os fãs de Gide e de grande interesse para todos os
apreciadores de boa literatura.
Após este lançamento quádruplo,
o projeto da Estação Liberdade inclui, para os próximos anos, o
lançamento de outras importantes obras do “mais moderno dos clássicos”,
segundo chamada de capa da Maganize Littéraire de março de 2009, como Corydon, Thésée, compêndio de seu famoso Journal, entre outras.
256 p. | R$ 42,00
Na França dos séculos XIV e XV, as farsas satíricas eram conhecidas como soties. Assim Gide classifica este Porões do Vaticano, livro que tanto o teria divertido durante o processo de criação.
.: O POMBO-TORCAZ
96 p. | R$ 28,00
Em 28 de julho de 1907, André Gide, que se hospedava na propriedade
de seu amigo Eugène Rouart em Bagnols-de-Grenade, próximo a Toulouse,
encontra um jovem, Ferdinand, filho de um empregado da herdade. Com
este, que ele apelidará carinhosamente de “pombo-torcaz” — ramier, em
francês — em razão de uma espécie de “arrulho” que ele emitia ao fazer
amor, o futuro Prêmio Nobel, à época quase quadragenário, viverá uma
noite de êxtase que o fará sentir-se “dez anos mais jovem”.
.: OS MOEDEIROS FALSOS
424 p. | R$ 62,00
Tarefa difícil dar conta da magnitude de Os moedeiros falsos.
Romance sobre a construção do romance, é ao mesmo tempo romance de
formação, flerta com o estilo folhetinesco, com o romance policial, o
romance de ideias... Diz o personagem Édouard a certa altura: “[...] as
ideias, confesso, interessam-me mais do que os homens; interessam-me
acima de tudo. Elas vivem; combatem; agonizam como os homens.
Naturalmente pode-se dizer que só as conhecemos pelos homens, assim
como só temos conhecimento do vento pelos caniços que ele inclina; mas
mesmo assim o vento importa mais que os caniços.”

.: DIÁRIO DOS MOEDEIROS FALSOS
144 p. | R$ 31,00
O Diário dos Moedeiros falsos,
jamais publicado no Brasil, é um longo diálogo de Gide com seus
personagens, simultâneo ao processo de criação do romance. É assim que
ele aos poucos vai engendrando a atmosfera caótica onde se dá a
maturação de seus personagens: Olivier Molinier, Bernard
Profitendieu... A figura de Lafcadio, protagonista de Os porões do Vaticano, também aparece aqui com muita força.