HEGEL
Benoît Timmermans

Coleção Figuras do Saber
Tradução de Tessa Moura Lacerda
184 p. | 14 x 21 cm
ISBN: 85-7448-102-5
R$ 30,60

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A obra

Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831) é, com Platão, o mais aviltado de todos os filósofos. Ele que desejava afirmar o poder do negativo para tornar fluido o pensamento enclausurado de Kant, foi criticado por dizer tudo e seu contrário; sua grande ferramenta conceitual, a dialética, por meio da qual ele pretendia entender os caminhos do espírito em suas diversas encarnações (arte, religião, história, saber), viu-se caricaturada na mais do que famosa tríade “tese-antítese-síntese”; e, a partir de seu interesse pela luta de vida ou morte da qual surgem o “mestre” e o “escravo”, atribui-se a ele uma queda pela dominação...

Esta obra pretende fazer justiça a Hegel, filósofo da racionalidade vigilante, da liberdade concreta e da paciência do conceito. Ela aborda primeiro A ciência da lógica, depois a Fenomenologia do espírito e se interessa finalmente pela posteridade vivaz desse pensador complexo e incontornável que, após ter dominado todo o século XIX, viu sua influência confirmada no século seguinte: de Marx a Lacan, passando por Kierkegaard, Nietzsche, Kojève.

Sobre Hegel

“Para Hegel o objeto do pensamento é: o pensamento enquanto tal.” (Martin Heidegger)

“Hegel fecha seu sistema em torno da história, mas as filosofias passadas continuam a respirar nele, a se movimentar nele; ele fechou com elas a inquietude, o movimento, o trabalho da contingência.” (Jacques Merleau-Ponty)

“Foi Hegel quem colocou em primeiro plano, no século XIX, a idéia de evolução da Natureza e do Espírito, quem definiu o caráter histórico do pensamento, da filosofia e da cultura, e quem mostrou existir, em cada época, uma conexão orgânica, que varia conforme mudam as condições do desenvolvimento humano, entre a arte, a religião e as ciências. Foi Hegel, finalmente, o intérprete da concepção romântica do mundo e o reformulador da dialética, à qual atribuiu a importância de método integral da filosofia.” (Benedito Nunes)