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LOCKE Coleção
Figuras do Saber |
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A obra
O décimo volume da coleção Figuras do Saber aborda a vida e a obra de John Locke (1632-1704), um dos fundadores do empirismo inglês, junto com David Hume. Elogiado por Voltaire e por toda a filosofia das Luzes, Locke é atualmente pouco lido. Segundo Alexis Tadié, muito ganharíamos, entretanto, se nos ocupássemos novamente com os Tratados sobre o governo civil, com a Carta sobre a tolerância e, particularmente, com o Ensaio sobre o entendimento humano, obra que tem tido tão profunda influência, de Leibniz aos cognitivistas contemporâneos.
Locke, grande crítico de Descartes e de todo dogmatismo político, moral ou metafísico, toma como núcleo de qualquer conhecimento a relação com a experiência, cujas características principais ele tenta definir em todas as áreas em que é pertinente. A partir de sua reflexão política e sua noção-chave de tolerância, Locke pôde construir uma nova teoria das idéias, da substância, da identidade e da linguagem.
Este ensaio busca reavivar o gosto por essa filosofia
prudente e ambiciosa, para a qual só a razão e o exame crítico
de nossas faculdades permitem alcançar um conhecimento seguro e servir
de fundamento à liberdade. É nesse sentido que ela tem para nós
uma atualidade incontestável.
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Sobre Locke “Ninguém jamais conseguiu inventar uma filosofia que fosse ao mesmo tempo plausível e consistente. Locke buscava a plausibilidade e a obteve às custas da consistência. A maioria dos grandes filósofos fez o contrário.” (Bertrand Russell) “Talvez nunca tenha existido um gênio mais judicioso e metódico ou um lógico mais agudo do que Locke.” (Voltaire) “As razões para ler a filosofia de Locke continuam sendo hoje tão essenciais quanto na época de Voltaire. Locke coloca problemas precisos, cuja resolução, quando às vezes foi alcançada, muito deve à formulação que ele lhes deu: a identidade, a percepção, a sociedade civil, a tolerância, entre outros tópicos.” (Alexis Tadié) |