NIETZSCHE
Richard Beardsworth

Coleção Figuras do Saber
Tradução de Beatriz Sidou
144 p. | 14 x 21 cm
ISBN-10: 85-7448-071-1
ISBN-13: 978-85-7448-071-8
R$ 30,60

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"Deus está morto, mas [...] teremos de vencer também a sua sombra." - Friedrich Nietzsche

Virando pelo avesso conceitos cujo significado considerávamos desde sempre estabelecidos e dicotomias importantes para nosso modo de pensar, Friedrich Nietzsche (1844-1900) leva-nos a um permanente questionamento dos fundamentos de nossa existência.

Richard Beardsworth, autor desta introdução ao pensamento nietzschiano, alinha-se entre os que consideram que compreender essa filosofia – não apenas seu conteúdo temático, mas também sua lógica, sua orientação e seu horizonte – é mais que um exercício de leitura, é também um trabalho de reflexão sobre nós mesmos, nossas culturas e nossos futuros.

Este livro propõe-se compreender e articular as noções de fim da metafísica, morte de Deus, vontade de poder, eterno retorno e além-do-homem, sem se furtar a analisar a ambigüidade da resposta de Nietzsche, apresentando os movimentos contraditórios de sua obra e orientando nossa leitura através deles para mostrar como a filosofia do pensador alemão, em sua alegria e sua dor, ainda hoje é importante para nós.

 

Sobre Nietzsche

“Nisto consiste o projeto mais geral de Nietzsche: introduzir na filosofia os conceitos de sentido e de valor. É evidente que a filosofia moderna, em grande parte, viveu e vive ainda de Nietzsche.”
Gilles Deleuze

“O ideal nietzschiano seria o pensador que passeia livremente pela vida e recusa considerar a atividade criadora uma obrigação intelectual; o homem que, para fecundar a si e aos outros, suprime o hiato existente as mais das vezes entre conhecer e viver.”
Antonio Candido

“Nietzsche integra na filosofia dois meios de expressão, o aforismo e o poema. Estas formas implicam uma nova concepção da filosofia, uma nova imagem do pensador e do pensamento. [...] O aforismo é ao mesmo tempo a arte de interpretar e a coisa a interpretar; o poema é ao mesmo tempo a arte de avaliar e a coisa a avaliar. O intérprete é o fisiólogo ou o médico, o que considera os fenômenos como sintomas e fala por aforismos. O avaliador é o artista, que considera e cria ‘perspectivas’, que fala pelo poema. O filósofo do futuro é artista e médico.”
Gilles Deleuze