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PADDY CLARKE HA HA HA Tradução de Lidia Luther |
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Paddy Clarke Ha Ha Ha é uma memorável história de meninos, ou, com diria The Times, temos aí uma ótima safra 1968 de Dublinenses (em alusão a Joyce). Uma viagem ao final da década de sessenta que deixará qualquer leitor nostálgico de uma época em que era possível (e necessário) para todo menino de 10 anos torcer por árabes ou israelenses, se perguntar por que os ianques implicavam tanto com os "gorilas" do Vietnã, num dos trechos mais hilários do livro, e obviamente tomar partido pelos "gorilas" contra os aviões e tanques, encenar jogos de guerra —às vezes levados a sério — ou de índios em quintais de escola ou em canteiros símbolos do crescimento urbano ladrão de campos de aventura, inventar Grande Prêmios através de jardins, garagens e cercas vivas, roubar revistas de futebol (alguns milhões de anos no purgatório) em lojinhas de velhas detestadas. Tudo isso e mais as rivalidades na escola e o professor sádico-paternalista, as leituras escondidas sob as cobertas, a febre pelo futebol e pelo ídolo George Best, o suplício do rato na privada da casa, as brincadeiras com o coitado do irmão que vivia engolindo sapos e lagartos - e até labaredas, enquanto as irmãzinhas eram tão inúteis que nem chamavam a atenção de nosso aprendiz de macho, que por outro lado se contorcia de medo, assim como toda a classe, em pânico coletivo na fila conduzindo à jovem enfermeira que os examinaria (passagem inesquecível).
A vida de um garoto dublinense — mas poderia ser
de qualquer lugar, os heróis não são sempre os mesmos?
Dotados de incrível imaginação é narrada com precisão
cirúrgica por ele mesmo, enquanto vemos se formar, ao longo das páginas,
a magistral e imprevisível tempestade final. "O livro é simplesmente
impressionante. Como todos os grandes escritores cômicos, Roddy Doyle
virou um explorador dos recantos mais profundos do coração, do
amor, da dor e da perda, e do medo da perda, e de como rimos deste medo(...)"
Joseph O'Connor - The Irish Times
"(Doyle) produziu até agora quatro romances, cada um deles superior
ao anterior, e de certa forma, reescreveu muitas das regras do mercado editorial.
Paddy Clarke Ha Ha Ha é uma soberba recriação da infância
e de longe a melhor coisa que Roddy Doyle já fez."
Dermot Bolger - Sunday Independent
"A voz amargurada, inflexível, de James Joyce
ecoa através de Paddy Clarke Ha Ha Ha, o livro mais dark e de
longe o melhor de Doyle."
Penny Perrick - The Sunday Times
"(...) Um impressionante e adorável acréscimo
a uma linha irlandesa descrita que começa memoravelmente com as cenas
iniciais de Retrato de um Artista quando Jovem, de Joyce (...)."
Peter Camp - Times Literary Suplement
"O sucesso está encontrando dificuldades
em mimar Roddy Doyle, apesar de sua celebridade desde que a filmagem de seu
livro The Commitments virou um sucesso maciço. Ele ganhou algum
dinheiro, fez um par de roteiros, mas ainda é um sujeito comum escrevendo
sobre pessoas comuns. Em seus romances, a economia de sua prosa, o recurso ao
discurso indireto tem muito em comum com Os Dublinenses, de James Joyce."
Zö Heller - The Independent on Sunday
"(...) Doyle sabe como celebrar a malícia e a crueldade infantins
sem cair no sentimentalismo. Quando a rigidez e a determinação
de Paddy colidem com sua experiência limitada, temos momentos preciosos
de uma comédia deliciosa e envolvente."
Jonathan Coe - The Guardian