ROBERTO SANTOS
A hora e a vez de um cineasta
Inimá Simões

224 pp., 43 ilustrações p&b, 14 x 21 cm
ISBN-10: 85-85865-81-4
ISBN-13: 978-85-85865-81-8
R$ 27,00

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Quem são os santos padroeiros do cinema brasileiro? Paulo Emilio Salles Gomes, num artigo sobre Vozes do Medo, deu a resposta: Roberto Santos e Nelson Pereira dos Santos.

Nelson está em plena atividade, com grandes projetos a realizar. E Roberto? Roberto morreu há dez anos, deixando um currículo que inclui obras primas como A Hora e Vez de Augusto Matraga, O Grande Momento e o episódio de As Cariocas, que nos permitem dizer que a produção média brasileira foi da melhor qualidade nas últimas décadas.

É fundamental conhecer a obra de Roberto Santos no que ela tem de mais brilhante e também no que tem de mais ambíguo (os erros de Roberto são fascinantes, como já disse alguém), e este livro traz uma importante contribuição para que seus filmes venham a ocupar o lugar que merecem na cinematografia nacional.

Não se trata de uma biografia convencional e isso não resulta de uma intenção premeditada. É que para acompanhar a trajetória de Roberto Santos, do início dos anos 30 até sua morte em 87, foi necessário passar por vários períodos da vida nacional, diversos momentos gloriosos — outros nem tanto — da nossa produção cultural.

Em meio a um cenário composto de Vera Cruz, Cinema Novo, Embrafilme, ditadura militar, censura, televisão, novo cinema paulista, neo-realismo, regime Vargas e contra-cultura, Roberto Santos: a Hora e Vez de um Cineasta representa muito mais do que uma biografia deste mestre em flagrar os pequenos grandes momentos de um país em radical transformação: oferece um percorrido histórico dos últimos quarenta anos de nosso cinema.