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ROBERTO SANTOS 224 pp., 43 ilustrações p&b,
14 x 21 cm |
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Quem são os santos padroeiros do cinema brasileiro? Paulo Emilio Salles Gomes, num artigo sobre Vozes do Medo, deu a resposta: Roberto Santos e Nelson Pereira dos Santos.
Nelson está em plena atividade, com grandes projetos a realizar. E Roberto? Roberto morreu há dez anos, deixando um currículo que inclui obras primas como A Hora e Vez de Augusto Matraga, O Grande Momento e o episódio de As Cariocas, que nos permitem dizer que a produção média brasileira foi da melhor qualidade nas últimas décadas.
É fundamental conhecer a obra de Roberto Santos no que ela tem de mais brilhante e também no que tem de mais ambíguo (os erros de Roberto são fascinantes, como já disse alguém), e este livro traz uma importante contribuição para que seus filmes venham a ocupar o lugar que merecem na cinematografia nacional.
Não se trata de uma biografia convencional e isso não resulta de uma intenção premeditada. É que para acompanhar a trajetória de Roberto Santos, do início dos anos 30 até sua morte em 87, foi necessário passar por vários períodos da vida nacional, diversos momentos gloriosos — outros nem tanto — da nossa produção cultural.
Em meio a um cenário composto de Vera Cruz,
Cinema Novo, Embrafilme, ditadura militar, censura, televisão, novo cinema
paulista, neo-realismo, regime Vargas e contra-cultura, Roberto Santos:
a Hora e Vez de um Cineasta representa muito mais do que uma biografia
deste mestre em flagrar os pequenos grandes momentos de um país em radical
transformação: oferece um percorrido histórico dos últimos
quarenta anos de nosso cinema.