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OS SOFRIMENTOS DO
JOVEM WERTHER Tradução: Erlon José Paschoal |
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O romance mais famoso da literatura alemã, Os sofrimentos do Jovem Werther é a história (contada em cartas) de uma paixão cujo limite é a própria morte. É a negação de um homem em relação à sociedade e ao mundo despido dos valores emocionais. Quando de seu lançamento em 1774, esta obra-prima gerou uma onda de suicídios entre os jovens que se identificavam com o destino trágico de Werther.
Alguns comentários sobre Os Sofrimentos do Jovem Werther:
"(...) Dar-nos a conhecer estes pequenos e desprezivelmente preciosos originais é algo que deve ser creditado à educação cristã, que sabe tão bem transformar uma necessidade do corpo numa perfeição do espírito. Portanto, caro Goethe, apenas mais um capitulozinho no final; e quanto mais cínico, melhor!"
-G.E. Lessing: An Eschenburg. In: Kurt Wölfel: Lessings Leben in Daten und Bildern, Frankfurt: Insel, 1967, p. 138 e ss.
"(...) e foi apenas o comovente, o interessante do fato, que atraiu a grande
massa assim como a repeliu. Lia-se o livro por causa do tiro. Mas há
um outro elemento em Werther que atraiu apenas alguns poucos, estou falando
do relato de como o jovem Werther é educadamente posto para fora de uma
festa da nobreza. Se o Werther tivesse sido publicado em nossos dias, esta parte
do livro teria excitado os espíritos de forma muito mais significativa
que todo aquele efeito do estampido do tiro de pistola."
- Heinrich Heine, Sämtliche Werke (Obras Completas), ed. Ernst Elster, vol. 7, Leipzig / Viena, s/ed., 1887-1890, p. 226
"O Werther geralmente é considerado um romance de amor. E com razão:
trata-se de um dos mais significativos romances de amor da literatura mundial.
(...)"
"Os problemas éticos do Werther ocorrem todos sob o signo desta
rebelião, uma rebelião que pela primeira vez na literatura mundial
mostra sob a forma de grande poesia as contradições internas do
humanismo revolucionário burguês."
- Georg Lukács: Goethe un seine Zeit. In: Georg Lukács: Deutsche Literatur in Zwei Jahrunderten. Neuwied / Berlim: Luchterhand, 1964, pp. 57-66.
"Tudo acaba convergindo para uma declaração sobre o estado
do mundo e um sintoma de enfermidade. Onde Goethe (...) analisou sua própria
paixão como histórico de uma doença."
"No entanto isso é apenas um lado de um amálgama ambíguo
de poesia e verdade. O outro: que Goethe teve de escrever Werther para poder
continuar a viver e escrever. Werther precisa morrer: ainda que como substituto."
-Hans Meyer: Goethes Werther nach zweihundert Jahren. In: Frankfurter Allgemeine Zeitung, 9/11/1974.