OS SOFRIMENTOS DO JOVEM WERTHER
Johann Wolfgang Goethe

Tradução: Erlon José Paschoal
174 p.,14 x 21 cm
ISBN: 85-7448-004-5
R$ 27,50

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O romance mais famoso da literatura alemã, Os sofrimentos do Jovem Werther é a história (contada em cartas) de uma paixão cujo limite é a própria morte. É a negação de um homem em relação à sociedade e ao mundo despido dos valores emocionais. Quando de seu lançamento em 1774, esta obra-prima gerou uma onda de suicídios entre os jovens que se identificavam com o destino trágico de Werther.

 

Alguns comentários sobre Os Sofrimentos do Jovem Werther:

"(...) Dar-nos a conhecer estes pequenos e desprezivelmente preciosos originais é algo que deve ser creditado à educação cristã, que sabe tão bem transformar uma necessidade do corpo numa perfeição do espírito. Portanto, caro Goethe, apenas mais um capitulozinho no final; e quanto mais cínico, melhor!"

-G.E. Lessing: An Eschenburg. In: Kurt Wölfel: Lessings Leben in Daten und Bildern, Frankfurt: Insel, 1967, p. 138 e ss.


"(...) e foi apenas o comovente, o interessante do fato, que atraiu a grande massa assim como a repeliu. Lia-se o livro por causa do tiro. Mas há um outro elemento em Werther que atraiu apenas alguns poucos, estou falando do relato de como o jovem Werther é educadamente posto para fora de uma festa da nobreza. Se o Werther tivesse sido publicado em nossos dias, esta parte do livro teria excitado os espíritos de forma muito mais significativa que todo aquele efeito do estampido do tiro de pistola."

- Heinrich Heine, Sämtliche Werke (Obras Completas), ed. Ernst Elster, vol. 7, Leipzig / Viena, s/ed., 1887-1890, p. 226


"O Werther geralmente é considerado um romance de amor. E com razão: trata-se de um dos mais significativos romances de amor da literatura mundial. (...)"
"Os problemas éticos do Werther ocorrem todos sob o signo desta rebelião, uma rebelião que pela primeira vez na literatura mundial mostra sob a forma de grande poesia as contradições internas do humanismo revolucionário burguês."

- Georg Lukács: Goethe un seine Zeit. In: Georg Lukács: Deutsche Literatur in Zwei Jahrunderten. Neuwied / Berlim: Luchterhand, 1964, pp. 57-66.


"Tudo acaba convergindo para uma declaração sobre o estado do mundo e um sintoma de enfermidade. Onde Goethe (...) analisou sua própria paixão como histórico de uma doença."
"No entanto isso é apenas um lado de um amálgama ambíguo de poesia e verdade. O outro: que Goethe teve de escrever Werther para poder continuar a viver e escrever. Werther precisa morrer: ainda que como substituto."

-Hans Meyer: Goethes Werther nach zweihundert Jahren. In: Frankfurter Allgemeine Zeitung, 9/11/1974.