WITTGENSTEIN
François Schmitz

Coleção Figuras do Saber
Tradução de José Oscar de Almeida Marques
184 p. | 14 x 21 cm
ISBN: 85-7448-088-6
R$ 30,80

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Ludwig Wittgenstein (1889-1951), gênio atormentado, filósofo da matemática, inspirador do Círculo de Viena, contribuiu para a renovação da Lógica na década de 1920, na esteira de Gottlob Frege e Bertrand Russell, sendo considerado um dos pais da filosofia analítica.

Wittgenstein considerava a filosofia especulativa, sempre em busca dos “fundamentos”, como uma espécie de doença provocada por uma incompreensão da “lógica de nossa linguagem”. Em sua obra, ele se esforçou para pôr em evidência essa “lógica”, à qual não se conformam as gramáticas das linguagens ordinárias: estas permitem, segundo ele, construir frases gramaticalmente corretas que são, entretanto, desprovidas de sentido...

Neste livro, François Schmitz abre uma passagem para este pensador-chave da modernidade. Na pequena biografia inicial, é mostrada a peculiar trajetória do herdeiro de uma das maiores fortunas austríacas, que abdica dela para tornar-se jardineiro, professor primário, professor em Cambridge, vivendo os últimos anos de vida em casa de amigos, sem emprego nem rendimento fixos. A seguir, o livro trata da “reforma” da Lógica, da qual Wittgenstein foi um dos mais importantes personagens, e examina em profundidade sua única obra publicada em vida, Tractatus Logico Philosophicus (1921). Por fim, estuda as inflexões, principalmente nas Investigações filosóficas, do pensamento desse que, nas palavras de Schmitz, “se fez guia do território de nossa linguagem”.

 

Sobre Wittgenstein

“O primeiro a ver [a verdadeira função da filosofia] com uma clareza absoluta foi, segundo creio, Ludwig Wittgenstein, e ele a expressou de uma maneira perfeitamente exata. Em seu Tractatus Logico-Philosophicus ele declara: ‘O objetivo da filosofia é a clarificação lógica do pensamento. A filosofia não é uma teoria, mas uma atividade. Não se deve esperar da filosofia ‘proposições filosóficas’, mas a clarificação das proposições’.”
Moritz Schlick

“Uma das mais excitantes aventuras intelectuais [de minha vida]. [...] [Wittgenstein tinha] fogo, penetração e pureza intelectual em extraordinário grau.”
Bertrand Russell

“Sua disposição era de um artista, intuitivo e instável. Ele dizia que começava seu trabalho toda manhã com esperança e que toda noite terminava em desespero.”
Bertrand Russell