A construção de As irmãs Makioka

A construção de As irmãs Makioka

Junichiro Tanizaki está entre os grandes autores japoneses – e do mundo – do século XX. A lista dos candidatos ao Nobel de Literatura ao longo da década de 1960 atesta que a Academia sueca concorda. Nos anos que precederam sua morte, em 1965, ele figurou várias vezes entre os finalistas. É possível imaginar os ilustres membros da academia sueca em dúvida entre a fina ironia das narrativas de costumes de Tanizaki, que nunca teve medo de espiar pelo buraco da fechadura das relações humanas, e a prosa sensorial e sinestésica do estilista Yasunari Kawabata. Ao fim, foi Kawabata o primeiro autor japonês a levar para casa o prêmio de um milhão de coroas suecas.

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Um sutil retrato das tradições e dos costumes japoneses

Um sutil retrato das tradições e dos costumes japoneses

Considerada a obra-prima do escritor Jun’ichiro Tanizaki, As irmãs Makioka traça um sutil e complexo perfil da sociedade japonesa durante os anos 1930 e aborda uma série de conflitos entre os valores japoneses e os ocidentais, bem como entre a tradição e a modernidade. A história, que começa no outono de 1936 e termina em abril de 1941, sob o impacto da Segunda Guerra Mundial, retrata a vida de uma abastada família da região de Kyoto e Osaka, no oeste do país. As irmãs Makioka (Tsuruko, Sachiko, Yukiko e Taeko) tentam resolver juntas seus problemas familiares e arranjar um casamento para a terceira delas, Yukiko, uma mulher de crenças tradicionais que aos trinta anos ainda não conseguiu se casar.

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