Sayaka Murata: do underground ao status de celebridade literária global

Sayaka Murata: do underground ao status de celebridade literária global

Com seu romance de 2016 sobre uma mulher um pouco estranha e sua saga para se encaixar na sociedade, Sayaka Murata conseguiu atingir de uma só vez vários pontos sensíveis do mundo contemporâneo. Talvez por isso o livro tenha se tornado um inesperado fenômeno (já são mais de 1 milhão de exemplares vendidos no Japão, com números na casa das centenas de milhares também em vários países do Ocidente) e alavancado Murata do underground – suas obras anteriores flertavam mais com a ficção científica do que com o realismo de QUERIDA KONBINI – ao status de celebridade literária global.

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Uma carta de Sayaka Murata

Uma carta de Sayaka Murata

Assim como Keiko Furukura, protagonista de QUERIDA KONBINI, Sayaka Murata também trabalhou em uma loja de conveniência. O trabalho a ajudava a pagar as contas enquanto ela era uma aspirante a escritora. Ela continuou trabalhando na konbini por vários e vários anos (mesmo que em meio período e apenas alguns dias da semana), coisa que a ajudava a manter uma rotina e a observar pessoas comuns em seu dia a dia. Após o romance receber o Prêmio Akutagawa, um dos mais prestigiosos do país, ela chegou inclusive a dizer que, se seu gerente não se importasse, ela gostaria de continuar no cargo, declaração que foi amplamente noticiada e repercutida no país. Leia abaixo uma carta de amor de Sayaka Murata para a loja onde trabalhou.

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A doçura violenta de ‘Tsugumi’

A doçura violenta de ‘Tsugumi’

A maldade na literatura muitas vezes chega à beira do insuportável. Muitos autores têm o dom de conseguir uma plasticidade tão realista às cenas de violência que acabamos abatidos, horrorizados, arrepiados. Muito provavelmente, essas sensações também foram vivenciadas durante a escrita.

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