El Lissitzky e a transformação social da Rússia
Artista, educador, designer, fotógrafo, tipógrafo e arquiteto, El Lissitzky (1890-1941) foi o maior disseminador do Construtivismo russo para o mundo e figura-chave entre as vanguardas modernas. Lissitzky foi também, junto de Kazimir Maliévitch, um dos idealizadores do Suprematismo russo, movimento artístico que valorizava formas primárias e uso limitado de cores. 


“O construtor”, autorretrato


Pela atuação marcante que teve em todas as suas formas de expressão, ele ajudou a definir os fundamentos estéticos do século que começava: o Construtivismo, por exemplo deu as bases da arquitetura moderna. Os cartazes e grafismos de Lissitzky também ajudaram a moldar o design gráfico e industrial e a publicidade ao longo do século XX. Suas experimentações de técnicas e estilos influenciaram movimentos como o De Stijl, na Holanda, e a Bauhaus, na Alemanha.

Seu cartaz mais famoso é chamado de "Vencer os brancos com a cunha vermelha" criado em 1919. O cartaz é uma das primeiras tentativas de Lissitzky na arte propagandística, carregado de uma mensagem política em apoio ao Exército Vermelho logo depois que os bolcheviques realizaram sua Revolução em 1917. 



"Vencer os brancos com a cunha vermelha" (1919)


Lissitzky foi um personagem importante do início da experiência soviética. Sua atuação como artista e teórico em sua terra natal foi pautada por sua crença no poder da arte como motor de transformações sociais – noção que também fazia parte do ideário do período imediatamente pós-Revolução de Outubro.

Desta forma, quando novas iniciativas ligadas ao ensino e à prática das artes floresceram na Rússia na década de 1920, Lissitzky esteve sempre envolvido. Ele foi um dos mestres na Vkhutemas, Oficinas Superiores de Arte e Técnica, escolas-ateliê que renovaram totalmente o ensino das artes – arquitetura, escultura, artes gráficas, têxteis e mais – e responderam ao anseio político de usar a educação artística como ferramenta para construção da cidadania.


Parte do maquinário da apresentação da ópera futurística Vitória sobre o sol


Outros elementos fundamentais para criar o novo mundo sonhado pela Revolução seriam a arquitetura e o urbanismo. Rússia: arquitetura para uma revolução mundial é tanto um manifesto estético de El Lissitzky quanto um plano detalhado de como levar a cabo a tarefa de reconstruir a arquitetura na União Soviética.

As novas formas de habitação e a implementação de uma nova ideia de cidade, pensada como espaço de convívio coletivo e compartilhado, são alguns dos aspectos que o arquiteto desenvolve em grande detalhe no seu tratado. 



El Lissitzky, o Wolkenbügel, 1924
Moscou, centro da cidade com o Wolkenbügel na primeira orbital


Além dos planos para a nova arquitetura soviética, Rússia: arquitetura para uma revolução mundial inclui artigos de Lissitzky sobre suas outras incursões nas artes, como a apresentação da polêmica ópera futurista Vitória sobre o sol e suas ideias sobre expografia e teoria da arte.

Conhecer a obra e o legado de El Lissitzky é fundamental para todos que se interessam pela história da arte no século XX e pela história da cultura russa. Com a publicação de 
RÚSSIA: A RECONSTRUÇÃO DA ARQUITETURA NA UNIÃO SOVIÉTICA, a Estação Liberdade ajuda a aprofundar um pouco mais a rica discussão sobre a herança das vanguardas do início do século XX.

 

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