SOBRE A OBRA

Como não atribuir a Deus a responsabilidade por tudo que acontece de mal no mundo? Segundo Leibniz, essa é uma das questões que lançam em uma espécie de labirinto aqueles que adotaram a fé cristã e não conseguem situar a suposta existência do livre-arbítrio em um mundo governado por uma entidade que tudo sabe e tudo vê. 

Traduzidos a partir do texto original francês, publicado pela primeira vez em 1710, os Ensaios de Teodiceia constituem um dos panoramas mais precisos de todo o sistema leibniziano, ao buscar determinar os vários caminhos desse labirinto e fornecer o “fio de Ariadne” para que se encontre, enfim, sua saída. Fruto da obra de um filósofo que contava com mais de 60 anos à época de sua elaboração, estes ensaios apresentam uma impressionante enumeração de argumentos sobre a “doutrina da justiça divina” — partindo da história da conformação entre fé e razão e chegando à crítica aos tratados de Hobbes sobre a liberdade humana —, examinados com a minúcia de um autor reconhecido por suas fundamentais contribuições para a história da matemática e da lógica. 


LEIA UM TRECHO DA OBRA 


SOBRE O AUTOR

Gottfried Wilhelm Leibniz nasceu em 1646, em Leipzig. Em 1664, torna-se mestre em filosofia, e dois anos depois forma-se em direito. Na década seguinte, cria o cálculo infinitesimal, origem de suas polêmicas com Isaac Newton, e torna-se membro da Academia de Ciências de Paris. Postulava que a existência do mundo se dava a partir de uma organização espontânea; que as possibilidades de organização do mundo seriam infinitas, mas que aquela escolhida por Deus é a melhor, de modo que o mundo que temos e no qual vivemos seria “o melhor mundo possível”. Leibniz morre de uma crise de gota em 1716 em Hannover. Entre suas obras, destacam-se Discurso de metafísica (1686) e Novos ensaios sobre o entendimento humano (1765).

Livro
Tradutor Willian de Siqueira Piauí e Juliana Cecci Silva
Formato 23x16x4cm
Páginas 488
Peso 0.680 Kg
ISBN 978-85-7448-221-7

Escreva um comentário

Você deve acessar ou cadastrar-se para comentar.