Lançamento "Rússia" e mesa-redonda "El Lissitzky, artista total"
Na última quarta-feira (21/8), em parceria com a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie, aconteceu o debate "El Lissitzky, artista total: revolução arquitetônica nos primórdios soviéticos" e o lançamento de RÚSSIA: A RECONSTRUÇÃO DA ARQUITETURA NA UNIÃO SOVIÉTICA, de El Lissitzky.



Lissitzky foi um artista e arquiteto identificado com o construtivismo russo e as vanguardas artísticas do século XX. Compondo a mesa de debate estavam Maria Isabel Villac, professora de arquitetura e codiretora da coleção Estúdio Aberto; Neide Jallagas, pesquisadora e autora de livros sobre cultura russa; e Paulo Mendes da Rocha, arquiteto brasileiro ganhador do prêmio Pritzker e responsável por obras icônicas pelo mundo.



A conversa foi acompanhada por umas (chutamos) 250 pessoas (!). Isabel Villac apresentou o livro e os convidados, abrindo a discussão, com o complemento do editor Angel Bojadsen, que explicou a motivação por trás de publicar a obra. Neide Jallageas contou a história de vida de Lásar Márcovitch Lissitzky, sua natureza de "viajante", suas relações com os artistas da época e deu uma verdadeira aula sobre Lissitzky, o construtivismo e a arquitetura no início da Revolução Russa. A partir daí, abriu-se a conversa com Paulo Mendes, história viva da arquitetura brasileira. O público o ouvia com silenciosa atenção. Paulo Mendes contou sobre sua entrada e sua trajetória como arquiteto ("não existe estilo arquitetônico, cada projeto é diferente do outro"), sua visão sobre a arquitetura enquanto linguagem ("o importante não é se um projeto foi construído ou não, e sim o discurso contido nele"), e seus entreveros com a ditadura militar ("revolução, para mim, é construir paz e eliminar a exploração do homem pelo homem"). Para nosso espanto, ficamos sabendo que o Pavilhão do Brasil construído para a Expo Universal de 1970 em Osaka, um dos projetos mais importantes de Paulo Mendes, poderia ainda estar de pé — o governo japonês solicitou o prédio como um presente para a Universidade de Osaka. O governo brasileiro preferiu negar o pedido e investir milhões de dólares na demolição do pavilhão, por considerar o arquiteto um inimigo do regime.


Veja nas fotos um pouco mais da noite 




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