Entre um rebelde senhor de 77 anos e sua nora surge um jogo sutil de poder, envolvendo, de um lado, o ancião que se empenha em burlar uma vida regrada por remédios, médicos e hospitais e, de outro, a ex-dançarina de casas noturnas, mulher bela e licenciosa, plena de vida, que faz uso de seus talentos naturais para fascinar e controlar o sogro, manipulando- o em prol de interesses pessoais. A idade do protagonista, no lugar de coibir seus instintos, liberta-os. Estas páginas de um dos grandes mestres da escrita japonesa ficarão para sempre como um libelo da sexualidade na velhice, demonstrando que, se a velhice é cruel quanto à submissão ao desejo, ela só se torna sinônimo de senilidade para os conformistas.

 LEIA UM TRECHO


Livro
Formato 21x14x1cm
ISBN 978-857448-059-6
Páginas 208
Sobre o autor (a) Jun’ichiro Tanizaki nasceu em 1886 em Tóquio, onde estudou literatura na Universidade Imperial até ser expulso por inadimplência. Começou a escrever cedo, de início sofreu influências de Baudelaire e Poe, entre outros, e participou da escola Tanbiha, que valorizava a “arte e beleza acima de tudo”, indo contra o objetivismo da época. Após a destruição de sua casa durante o forte terremoto que atingiu a capital japonesa em 1923, o autor deixa sua segunda esposa e filha e muda-se para Ashiya, na região de Kyoto e Osaka, cenário principal deste romance. Volta-se à preservação da língua e cultura tradicionais do Japão, interessando-se sobretudo pela literatura medieval de Murasaki Shikibu (século XI), cujo monumental Genji Monogatari traduziu para o japonês moderno. Tanizaki faleceu em 1965, aos 79 anos, um ano após ter sido o primeiro autor japonês eleito membro honorário da American Academy and Institute of Artsand Letters. Dentre suas principais obras estão Amor Insensato (1924); Companhia das Letras, (2004), Voragem (1928; idem, 2001), Há Quem Prefira Urtigas (1930; idem, 2003), A Chave (1956; idem, 2000) e Diário de Um Velho Louco (1962); Estação Liberdade (2002). O escritor também foi responsável por traduções para o japonês de autores ocidentais, como Stendhal e Oscar Wilde.
Tradutor Leiko Gotoda

Escreva um comentário

Nota: O HTML não é traduzido!
Ruim           Bom