Venda Castelo de Yodo
R$47,00 R$28,20
Em estoque
ISBN: 978-85-744-8212-5
-
+
Ora vítima de clausura na mais abjeta miséria, ora tornada senhora de palácios, vivendo romances reais e imaginários com os mais belos e corajosos senhores do Japão, Chacha, a heroína e senhora de O Castelo de Yodo, sempre se manteve fiel a si mesma — a prova viva de que a palavra “samurai” não tem gênero. O soldado de retidão moral e lealdade inquebrantável talvez tenha sido a única constante no Japão do violento século XVI, palco de intrigas cruéis, rejeição da fé católica e consolidação do modelo militar feudal, que dariam ao país sua identidade política pelos trezentos anos seguintes. Essa sucessão a um tempo detalhista e grandiosa de panoramas de incêndios magníficos, banquetes abundantes, batalhas terríveis e castelos imponentes custou seis anos a Yasushi Inoue, cuja arte é semelhante à do pintor de telas de grandes dimensões, desenhando cenas com centenas ou milhares de figurantes sem perder a atenção ao detalhe, ao ângulo do luar, ao som da barra de um quimono que desliza lentamente pelo chão. O ritmo deliberado da narrativa usa a modulação da música clássica japonesa e do teatro nô, obtendo grandes efeitos dramáticos em uma obra de um realismo severo. A psicologia das personagens, imaginada com rigor quase matemático, tem a força de camadas tectônicas que se movem vagarosamente, provocando grande destruição ao entrarem em atrito.


Livro
Formato 23x16x1.5cm
ISBN 978-85-744-8212-5
Páginas 312
Sobre o autor (a) Yasushi Inoue nasceu em 1907 em Asahikawa, no norte da ilha de Hokkaido, Japão. Foi poeta, contista, novelista e ensaísta. Depois de malograda sua tentativa de cursar medicina, ingressa na Universidade Imperial de Kyoto, formando-se em estética e filosofia. Antes de estrear na carreira literária, escreve poemas e treina judô obsessivamente. Era ainda uma promessa da fecunda literatura japonesa Pós-Segunda Guerra Mundial quando publica seu primeiro romance aos 42 anos, O Fuzil de Caça (1949), lançada pela Editora Estação Liberdade em 2010. Recebe, em 1950, o prestigioso Prêmio Akutagawa de literatura, pela obra Togyu. Entre livros de contos e romances, publicou ainda Futo (1963), Wagahaha no ki (1975) e Hongakuboibun (1981). Faleceu em 1991, em Tóquio.
Tradutor Andrei Cunha

Escreva um comentário

Nota: O HTML não é traduzido!
Ruim           Bom