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Product Code: 978-85-7448-182-1
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SOBRE A OBRA

Com a prosa sensível que o consagrou, Kawabata mergulha na profundidade da alma humana e pesca o que há ali de sórdido e contraditório. Traduzido diretamente do japonêsO lago conta a história do professor Ginpei e sua obsessão por seguir as mulheres bonitas com que se depara nas ruas. Ele crê que, se não o fizesse, esses encontros fortuitos não passariam de episódios efêmeros. Será isso, no entanto, o que move o personagem? Ginpei tem um problema muito particular com seu corpo: seria esse outro fator inconsciente de sua eterna procura por beleza?
Enquanto o protagonista caminha angustiado atrás de uma aluna desafiadora ou de uma beldade que passeia lépida com seu cão, ou até quando, no encalço da amante de um velho rico, é golpeado com uma bolsa cheia de dinheiro, Kawabata apresenta também os inusitados sentimentos das vítimas de Ginpei, tornando a narrativa muitas vezes perturbadora. Essa obsessão, levada às últimas consequências, conduz o personagem de volta a traumas remotos. O passado retorna, por vezes de forma alucinatória, e não permite trégua a sua mente confusa.

Movido por sentimentos de culpa e desejo, Ginpei é bem diferente dos outros personagens do Prêmio Nobel de 1968: o viés contemplativo se subverte em uma natureza épica e doentia. Errante e insólito, ele se esvai em delírios dostoievskianos enquanto se torna cada vez mais excluído socialmente. Torna-se o anti-herói na contramão de um Japão em plena recuperação pós-guerra e na euforia do milagre econômico que se anunciava.

LEIA UM TRECHO DA OBRA 


SOBRE O AUTOR

Prêmio Nobel de 1968, Yasunari Kawabata é considerado um dos representantes máximos da literatura japonesa do século XX. Nascido em Osaka em 1899, interessou-se por livros ainda adolescente, principalmente por clássicos do Japão, que viriam a ser uma de suas grandes inspirações.  Kawabata estudou literatura na Universidade Imperial de Tóquio e foi um dos fundadores da Bungei Jidai, revista literária influenciada pelo movimento modernista ocidental, em particular o surrealismo francês.