Meio ambiente Brasil - Avanços e obstáculos pós RIO-92

Aspásia Camargo, João Paulo R. Capobianco e José Antonio Puppim de Oliveira (Orgs.)
Passaram-se mais de dez anos desde a realização da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Eco 92 ou Rio-92, considerada a mais importante reunião mundial do final do século XX. Para avaliar a evolução dos acordos e decisões que resultaram desta, realizou-se em agosto e se­tem­­bro de 2002, na cidade de Johannesburgo, África do Sul, a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável. Não há dúvidas quanto a sua importância como um momento de reflexão internacional sobre os avanços e entraves verificados na última década para a implementação das ações necessárias a tornar realidade o desenvolvimento sustentável. No entanto, para que esta reflexão seja possível e eficaz dentro e fora de encontros desta magnitude, é imprescindível que os países integrantes da ONU façam seus balanços nacionais, colaborando de forma ativa para a avaliação mundial.

Foi justamente com a idéia de levar o Brasil a contribuir significativamente com esta discussão que o Instituto Socioambiental (ISA) e o Centro Internacional de Desenvolvimento Sustentável (CIDS) da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (EBAPE) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com a editora Estação Liberdade e com patrocínio da Fundação Ford do Brasil, propuseram-se a organizar a primeira edição deste livro cujo objetivo era avaliar de que forma evoluíram as discussões e implementações dos resultados da Rio-92 no País.

Na ocasião, procurou-se reunir o maior número de informações atualizadas sobre questões ambientais relevantes para o Brasil, além de avaliar como o tratamento das mesmas evoluiu nos últimos anos, segundo as opiniões de mais de cinqüenta especialistas da Academia, setor empresarial, movimentos sociais e ONGs, em um amplo espectro que incluiu dos trabalhadores rurais à grande indústria. A partir desse trabalho coletivo foi construída esta publicação baseada nos consensos e dissensos desse grupo tão diverso de atores sociais.

Em consonância com o espírito didático abrangente e de diferentes enfoques que a caracteriza, a obra foi dividida em três partes, constituídas de um artigo inicial de seus organizadores apresentando um panorama genérico da situação ambiental no País (Parte I), de seis artigos de especialistas versando sobre assuntos relacionados à implementação dos acordos da Rio-92 (Parte II), e por fim de um grande painel no qual representantes de setores da sociedade debatem os temas: biomas brasileiros, agricultura sustentável, biodiversidade, meio ambiente urbano, recursos hídricos, energia, responsabilidade socio­­am­biental das empresas, produção e consumo sustentável, após uma exposição das questões básicas em cada área (Parte III).

O que o conjunto destes trabalhos demonstrou é que se houve entraves e paralisações nos compromissos firmados pelo Brasil em 1992 – fato reforçado em escala mundial no encontro de Johannesburgo, no qual houve consenso de que os avanços globais não atingiram as expectativas geradas na Rio-92 – há um movimento social em prol do desenvolvimento sustentável e justiça ambiental em nosso País.

                     

Páginas: 464
ISBN: 978-85-7448-061-9

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