SOBRE A OBRA

Desde a edição do primeiro volume, há muito esgotado no mercado brasileiro [Perspectiva, 1972], a série Figuras, de Gérard Genette, tornou-se uma referência fundamental no campo da crítica literária francesa. As análises da literatura continuam aqui em duas direções principais, que se cruzam ou se encontram em algumas questões: na da teoria da narrativa e na da poética da linguagem

Alguns desses cruzamentos ou marcos se chamam Barroco, Balzac, Princesa de Clèves, Stendhal, Em busca do tempo perdido, entre outros; espaço do texto, narrativa e discurso, arbitrário e motivação, linguagem indireta. A crítica e a teoria literárias experimentam e manifestam assim seu necessário distanciamento e sua fecunda articulação: irredutíveis e complementares, em busca de uma nova poética. Genette se debruça, assim, em abordagens invariavelmente já bastante discutidas no âmbito da crítica literária, como a oposição entre prosa e poesia, além de se ater a estudos de caso mais específicos, como o “fetichismo de autor” no que se refere a Stendhal, ou a “linguagem indireta”, no que tange a Marcel Proust. 

Ambiciosa, a obra presente busca responder tanto quanto possível às necessidades e ao potencial da compreensão e do uso da literatura, configurando-se como leitura de validade atemporal e alcance universal para estudantes e estudiosos.

LEIA UM TRECHO DA OBRA 


SOBRE O AUTOR

Gérard Genette nasceu em 1930, em Paris. Tornou-se conhecido como crítico literário e teórico da literatura a partir de sua abordagem estruturalista do discurso narrativo. Em 1969 atuou como professor visitante na Universidade de Yale. Foi diretor de estudos e de pesquisas na École des hautes études en sciences sociales até 1994. Em 1970 fundou, junto com Tzvetan Todorov, a revista Poétique e hoje dirige uma coleção de mesmo nome — especializada em teoria literária — na Éditions du Seuil. Junto com Roland Barthes, Genette é um dos grandes representantes da “nouvelle critique” dos anos 1960. Entre outras obras, publicou Palimpsestes: La Littérature au second degré [Seuil, 1982], Seuils [Seuil, 1987 / ed. bras.: Paratextos editoriais, Ateliê, 2009], Bardadrac [Seuil, 2006] e Épilogue [Seuil, 2014].