5 livros de arquitetura que você precisa conhecer
A arquitetura está presente em nosso cotidiano de diversas formas, seja em nossa casa, trabalho e até nas ruas em que passamos.

No dia 1º de julho, celebramos o DIA MUNDIAL DA ARQUITETURA. A data foi escolhida para lembrar a fundação da UIA (União Internacional de Arquitetos), em 1º de julho de 1949. A comemoração foi posteriormente transferida para a primeira segunda-feira de outubro, quando se comemora o Dia Mundial do Habitat. Sendo assim, temos dois dias no ano para comemorar e homenagear nossos arquitetos, pois alguns países ainda comemoram a data antiga. 



Você sabia que na arquitetura também existe premiação?

Em 1979 o 
Prêmio Pritzker de Arquitetura foi criado pela Fundação Hyatt, gerida pela família Pritzker. O prêmio é atribuído ao arquiteto, ainda em vida, que melhor cumpra os princípios : solidez, beleza e funcionalidade. Anualmente, um profissional da área é escolhido e o Brasil já recebeu o troféu em 1988 com Oscar Niemeyer e Paulo Mendes da Rocha, em 2006.

Listamos aqui cinco obras de arquitetura que você precisa conhecer: 




Origens da habitação social no Brasil, de Nabil Bonduki 
Analisando de forma interdisciplinar a história da habitação popular no país no período pré-1964, Origens da habitação social no Brasil constitui um extenso estudo das origens do nosso crescimento urbano, abordado em seus aspectos arquitetônico, urbanístico, sociológico, de história econômica e da arquiteturaA pesquisa original de Nabil Bonduki para a publicação, desenvolvida ao longo de dezoito anos, somou-se à sua experiência política como gestor dos programas habitacionais de São Paulo na gestão de Luiza Erundina. Com o crescimento dos estudos nas áreas de história do urbanismo e da cidade, a análise proposta em Origens se tornou um marco na pesquisa brasileira nas áreas de urbanismo e arquitetura social. 

SOBRE O AUTOR

Nabil Bonduki é arquiteto e urbanista, mestre e doutor em Estruturas Ambientais Urbanas, livre docente e professor titular em planejamento urbano na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Foi superintendente de Habitação Popular (HABI-SEHAB) da prefeitura de São Paulo (1989-1992), secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente e vereador em São Paulo (2001-2004). É autor de 12 livros, dos quais a Estação Liberdade publicou também Habitar São Paulo –Reflexões sobre a gestão urbana.     




A alegoria do patrimônio, de Françoise Choay
Por que o patrimônio histórico, arquitetônico e urbano conquistou um público universal? Por que seu conhecimento, sua conservação e restauração se transformaram numa questão crucial para todos os países?
Esta investigação, que abrange cinco séculos, defende uma mudança urgente para uma orientação que possa reverter a indiscriminada e acelerada especulação com os bens culturais e mostra como nossa herança arquitetônica e urbana revela-se alegoricamente como um espelho cuja contemplação narcisista aplaca nossas angústias.

SOBRE A AUTORA
Françoise Choay é historiadora das teorias e das formas urbanas e arquitetônicas e professora da Universidade de Paris-VIII. Publicou ainda L’Urbanisme, Utopies et Réalités - Une Anthologie, 1965, e La Règle et le Modèle - Sur la Théorie de l’architecture et de l’urbanisme, 1980 (1996). É detentora do Grand Prix National du patrimoine, 1995.
 



Benevolo exclui propositalmente do título os termos “história” e “moderna” — que figuram em sua já clássica História da arquitetura moderna —, como ele mesmo destaca na “Introdução”. O crítico italiano acredita que no centro da produção contemporânea estão a preocupação com a atualidade e a busca da inovação adaptada a lugares específicos, o que a distingue, portanto, do que acontecia na criação moderna e a aproxima dos ensinamentos dos mestres da década de 1920.

SOBRE O AUTOR 

Leonardo Benevolo nasceu em Orta, Piemonte, em 1923. Arquiteto, urbanista e um dos mais célebres estudiosos da história do ofício, Benevolo formou-se na Universidade de Roma em 1946. Lecionou história da arquitetura nas universidades de Roma, Florença, Veneza, Palermo e da Suíça Italiana, e foi professor visitante em Yale, Columbia, Caracas, Teerã, Rio de Janeiro e Hosei (Tóquio).




A condição urbana, de Olivier Mongin
Com a globalização, ei-nos projetados para o “pós-cidade”, para o “pós-urbano”. Na Europa, estávamos habituados a ver a cidade como um espaço circunscrito no qual se desenvolve uma vida cultural, social, política, tornando possível uma integração cívica dos indivíduos... Somos agora confrontados de um lado com metrópoles gigantescas e sem limi­tes, e de outro com o surgimento de entidades globais, em rede, cortadas de seu ambiente. A reconfiguração que ora ocorre suscita inquie­tação: iremos assistir ao declínio irremediável dos valores urbanos que acompanharam a história ocidental? Prevalecerão inelutavel­mente a fragmentação e o estiramento caó­tico? Estaremos condenados a lamentar a polis grega, a cidade do Renascimento, a Paris das Luzes, as grandes cidades industriais do sé­culo XIX?

SOBRE O AUTOR

Olivier Mongin nasceu em Paris em 1951. Estudou letras e antropologia na Universidade Paris VII e história e filosofia na Sorbonne, nesta última empreendendo o primeiro estudo universitário sobre Lévinas na França. Diretor da revista Esprit desde 1988, é autor de uma trilogia sobre as paixões democráticas: La Peurdu vide (1991), La Violence desimages (1997) e Éclats de rire (2002), e ainda de Face au scepticisme: Les Mutations Du Paysage Intellectuel (1998), entre vários outros.       



Rússia: a reconstrução da arquitetura na União Soviética, de El Lissitzky
O terceiro volume da coleção Estúdio Aberto apresenta a obra e as ideias do arquiteto e artista gráfico russo El Lissitzky (1890-1941),expoente do construtivismo e do suprematismo.
 
Rússia: a reconstrução da arquitetura na União Soviética se divide em três partes. A primeira é um tratado teórico publicado originalmente em Viena no ano de 1930, um manifesto estético para a reconstrução da arquitetura na União Soviética. A segunda parte apresenta uma série de artigos de Lissitzky escritos entre 1921 a 1926,explorando seus valores e visão de mundo, tão bem sintetizados e expressos em sua arte e em sua atuação como arquiteto. Na terceira parte estão textos valiosos de colegas contemporâneos de El Lissitzky, que contribuiriam significativamente para definir a arquitetura europeia dos anos 1920.
 

A edição conta com prefácio de Paulo Mendes da Rocha.

SOBRE O AUTOR 

Lazar Márkovich Lissitzky, conhecido como El Lissitzky, nasceu em 23 de novembro de 1890, em Pochinok, Rússia Estudou arquitetura no Instituto de Tecnologia de Darmstadt, Alemanha, de 1909 a 1914, quando a eclosão da Primeira Guerra precipitou seu retorno à Rússia.







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