OS MOEDEIROS FALSOS, de ANDRÉ GIDE está de volta ao catálogo da Estação Liberdade!

Depois de muitos pedidos, a Estação Liberdade traz para o mês de março a 2ª Edição da obra OS MOEDEIROS FALSOS, do autor e editor francês André Gide. 

Tarefa difícil dar conta da magnitude de Os moedeiros falsos. Romance sobre a construção do romance, é ao mesmo tempo romance de formação, flerta com o estilo folhetinesco, com o romance policial, o romance de ideias. Com estilo notoriamente refinado e inovações que marcaram época, Gide prescinde da cronologia e estrutura narrativas tradicionais. Para tanto, o autor concebe um herói, o escritor Edouard, que lhe é muito próximo, e o contrapõe a Bernard Profitendieu, que a seu jeito é igualmente um personagem-modelo. Os moedeiros falsos não são, para Gide, apenas os jovens que escoam dinheiro fraudulento, mas os falsários no espírito e na letra, todos os que vivem na mentira de sentimentos falsos.

SOBRE A OBRA 

 

 



Título: OS MOEDEIROS FALSOS
Autor: ANDRÉ GIDE
Tradução: MÁRIO LARANJEIRA
Formato: 14 x 21 cm / 424 páginas
ISBN: 978-85-7448-160-9

 

 

 

Tarefa difícil dar conta da magnitude de Os moedeiros falsos. Romance sobre a construção do romance, é ao mesmo tempo romance de formação, flerta com o estilo folhetinesco, com o romance policial, o romance de ideias... Diz o personagem Édouard a certa altura: "[...] as ideias, confesso, interessam-me mais do que os homens; interessam-me acima de tudo. Elas vivem; combatem; agonizam como os homens. Naturalmente pode-se dizer que só as conhecemos pelos homens, assim como só temos conhecimento do vento pelos caniços que ele inclina; mas mesmo assim o vento importa mais que os caniços."

Bernard, Olivier e Édouard são os rapazes que formam a tríade central de personagens. Bernard, o filho que deixa o lar em busca de identidade, um bastardo na pele do filho pródigo; Olivier, seu grande amigo, intelectual como ele, mas sempre no limiar entre a vaidade e a insegurança. Tio de Olivier, algo mais velho que os dois, Édouard fecha o núcleo que norteará o leitor em meio ao sistema caleidoscópico e polifônico de Os moedeiros falsos. Em especial este último: é por meio do diário de Édouard (escritor, ele planeja escrever um romance chamado Os moedeiros falsos) que o leitor é tragado pela estrutura abismal -- mise en abyme, segundo Gide -- da obra dentro da obra, onde os limites entre o ficcional e o real se atenuam e vêm à tona a metalinguagem e a reflexão sobre as possibilidades e os limites de um romance.

Anterior ao esquema de falsificação armado por Victor Strouvilhou, quiçá esteja outro tipo de "moeda falsa". Se nos Porões do Vaticano o elemento diabólico encontra seu totem na figura de Lafcadio, aqui ele se dissemina. Há como que uma brisa funesta a perpassar todo o enredo, o qual, no entanto, encontra seu equilíbrio na juventude e na pureza de alguns de seus cativantes personagens: um erotismo sutil, combinado com a causalidade e a inconsequência. "Quando eu era mais jovem, tomava resoluções que imaginava nada virtuosas. Preocupava-me menos em ser quem era do que em me tornar quem pretendia ser. Agora, pouco me falta para ver na irresolução o segredo para não envelhecer."

 

 

 

 

 

 

SOBRE O AUTOR 

André Gide foi um importante autor e editor francês, nascido em 1869, em Paris. Ele é fundador da Gallimard, uma das mais importantes casas editoriais francesas. Aos vinte e um anos publica anonimamente o primeiro livro, Les Cahiers d'André Walter, œuvre posthume. Dos mais influentes escritores de sua geração, permanece sempre entre a glória literária e a polêmica gerada por seu posicionamento a favor de uma liberdade moral e sexual absoluta. Vetado pela Igreja, protagoniza também atritos de cunho político, inicialmente aderindo ao movimento comunista e depois criticando o regime soviético. Recebe o Prêmio Nobel de Literatura em 1947; falece em Paris em 1951.



Comentários

Escreva um comentário