Descrição
A Europa foi libertada pelos aliados em 1945 da ditadura nazista — e ao mesmo tempo o velho “Império do Centro” foi agarrado pelas tenazes de novas potências mundiais a Oeste e a Leste. Nesta dupla experiência os europeus vivenciaram seu ano zero, até hoje motivo de uma longa e sofrida reflexão que se arrasta por duas gerações.
Peter Sloterdijk avança a tese de que não haverá como pensar a nova Europa dessa virada de milênio se os europeus não voltarem a seus fundamentos histórico-filosóficos e buscarem uma orientação programática assentada numa “mitomotricidade” imperial portadora de mitos fundadores que resultaram em esplendores culturais, filosóficos e políticos de que a Europa contemporânea se quer herdeira. Nesse sentido, poderá a noção de Nietzsche de “obrigatoriedade da grande política” ser preenchida de um novo conteúdo contemporâneo, após o fim do vácuo no qual a tragou sua trágica safra de totalitarismos e guerras mundiais?
Especificação
Sobre autor(a)
Título: Se a Europa despertar
Autor: Peter Sloterdik
Tradução: José Oscar de Almeira Marques
ISBN: 9788574480251
Formato: 14x21cm / páginas: 96
Peter Sloterdijk nasceu em Karlsruhe, Alemanha, em 1947. Vem renovando substancialmente o pensamento contemporâneo graças a suas análises iconoclastas sobre a exaustão dos modelos tradicionais tanto na reflexão filosófica quanto nos processos políticos. Estudou filosofia, história e germanística em Munique e Hamburgo, de 1968 a 1974. Suas primeiras áreas de interesse foram a hermenêutica, a teoria crítica, a fenomenologia e a teoria estrutural da história em Michel Foucault.
Viveu na Índia entre 1979 e 1980 – estada que lhe despertou forte interesse pelas sabedorias do Oriente e o fez relativizar os cânones ocidentais. Destacou-se em 1983 com a publicação de Crítica da razão cínica (Estação Liberdade, 2012), que obteve ampla repercussão, tornando-se o livro de filosofia mais vendido na Alemanha do pós-guerra. Lecionou em Frankfurt e Viena, antes de ser nomeado professor de filosofia e estética na Escola Superior de Artes Aplicadas de Karlsruhe, da qual foi reitor de 2001 a 2015.
Entre 2002 e 2012 apresentou, ao lado do também escritor Rüdiger Safranski, o conceituado e popular programa de TV “O quarteto filosófico”. No Brasil, Sloterdijk publicou Pós-Deus (Editora Vozes), O zelo de Deus: Sobre a luta dos três monoteísmos (Editora Unesp) e, pela Editora Estação Liberdade, publicou ainda No mesmo barco, Regras para o parque humano, O desprezo das massas, Ira e tempo, Esferas I: Bolhas e Fazendo o céu falar: sobre teopoesia.